... é uma forma encontrada para compartilhar a visão que faço do mundo, das pessoas e das coisas a minha volta, e principalmente, da tentativa de se resgatar a energia vital que cada um tem dentro de si, a fim de que possamos construir a vida, com inspirações que mobilize em cada um a coragem de experimentar, de se motivar a viver com paixão e determinação os projetos de vida!

sábado, 31 de março de 2007

Minhas Composições




Existem momentos...

Ao longo da nossa vida,
Existem e continuarão existindo momentos e momentos
Momentos em que precisamos nos sentir afagados, aconchegados...
Outros momentos em que é preciso ser beijados...
Existem momentos que precisamos nos alimentar
e outros em que precisamos alimentar...
Existem momentos que precisamos nos sentir acompanhados,
seguros na caminhada...
Outros momentos em que é preciso nos sentir abraçados
e outros tantos em que precisamos abraçar...
Existem momentos que precisamos nos segurar firme e com coragem....
Outros momentos em que é preciso sentir alguém ao nosso lado...
Existem momentos em que precisamos nos sentir protegidos
e outros em que precisamos proteger...
Existem momentos que precisamos fazer o exercício contínuo
de bater nossas asas até voar, e voar bem alto...
Outros momentos em que é preciso acariciar
e nos permitir sentir carinho....
Existem momentos em que podemos e devemos expressar o que aprendemos...
Outros momentos em que é preciso nos conter e nos preservar...
Existem momentos que precisamos nadar, e nadar, mergulhar de cabeça
para conquistar outros mares...
Outros momentos em que é preciso chegar a um porto seguro
e renovar nossas energias pra continuar viagem...
Existem momentos que precisamos ser levados, nos deixar levar....
Outros momentos em que se faz necessário o silêncio,
um profundo silêncio para poder sentir o movimento da vida....
Existem momentos em que precisamos nos agarrar com força....
Outros momentos em que é preciso subir o mais alto que pudermos
para conseguir olhar ao longe....
Existem momentos em que precisamos ser o terceiro no grupo
pra fazer a diferença...
Outros momentos em que é preciso um ombro amigo pra nos ouvir, pra chorar....
Existem momentos, e talvez não seja nem um, nem dois,
mas serão vários, em que precisamos de uma mão estendida,
pronta para que possamos fazer a travessia
de um lado ao outro da nossa vida...
Existem momentos....
E existem pessoas para compor estes momentos de aprendizados,
de sucesso, de felicidade....
Felicidade de poder viver,
sentir,
fazer,
amar
e ser!

Leila,
março/2007.

Refletindo...



É preciso agir!

Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte,
vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar..."

Martin Niemöller, 1933,
símbolo da resistência aos nazistas.


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Parodiando o pastor protestante Martin Niemöller,
símbolo da resistência nazista:

"Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima,

Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles;

Depois fecharam ruas, onde não moro;

Fecharam então o portão da favela, que não habito;

Em seguida arrastaram até a morte uma criança,
que não era meu filho..."

Claudio Humberto, 09/02/2007

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Primeiro levaram os negros

Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

É PRECISO AGIR

Bertold Brecht (1898-1956)

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Mas o primeiro deles, foi Maiakovisky - poeta
russo "suicidado" após a revolução de Lenin -
que escreveu ainda no início do século XX:

Um passeio com Maiakovisky

Na primeira noite
eles se aproximam
e colhem uma flor
de nosso jardim.
E não dizemos nada.

Na segunda noite,
já não se escondem :
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.

Até que um dia,
o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a lua, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz
da garganta.

E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.

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Tudo que os outros disseram foi depois de ler Maiakovisky.
Incrível é que após mais de cem anos dessa lição, ainda nos
encontremos tão desamparados, inermes, e submetidos aos
caprichos da ruína moral dos poderes governantes, que
vampirizam o erário, aniquilam as instituições, e deixam aos
cidadãos os ossos roídos e o direito ao silêncio:
"porque a palavra, há muito se tornou inútil"
.

E aí?...o que eu, você nós estamos fazendo?...

segunda-feira, 26 de março de 2007

Reflexões...





ATRITOS
Roberto Crema

Ninguém muda ninguém;
Ninguém muda sozinho;
Nós mudamos nos encontros.

Simples, mas profundo, preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos.
Somos transformados a partir dos encontros, desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro.

Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio, e as pedras que estão em sua foz?

As pedras na nascente são toscas, pontiagudas, cheias de arestas.

À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras, ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desbastadas.

Assim também agem nossos contatos humanos. Sem eles, a vida seria monótona, árida.
A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contato.
Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar.

É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.
Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes.

Pessoas que, no contato com elas, permitiram-me ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado.

Outras, sem dúvidas, com suas ações e palavras criaram-me novas arestas, que precisaram ser desbastadas.

Os seres de grande valor, percebem que ao final da vida, foram perdendo todos os excessos
Que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência, e ficando cada vez menores, menores, menores...

Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada à compreensão da existência e importância do outro, e principalmente da grandeza de Deus, é que finalmente nos tornamos grandes em valor.

Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado? Sabemos quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago.

É lá que está o verdadeiro valor... Pois, Deus fez a cada um de nós, com um âmago bem forte e muito parecido com o diamante bruto, constituído de muitos elementos,mas essencialmente de amor.
Deus deu a cada um de nós essa capacidade, a de amar...Mas temos que aprender como.

Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir, através dos relacionamentos, ir desbastando todos os excessos que nos impedem de usá-lo, de fazê-lo brilhar.

Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins.
Não entendia que ferir e ser ferido, ter e provocar raiva, ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do amor.

Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos esses sentimentos contraditórios e...
Os superando.
Ora, esses sentimentos simplesmente. Não ocorrem se não houver envolvimento...

E envolvimento gera atrito. Minha palavra final: ATRITE-SE!

Não existe outra forma de descobrir o amor. E sem ele a vida não tem significado.



Imagem: http://mundodokekko.zip.net/

sábado, 24 de março de 2007

Bom Final de Semana!





Imagem: fotomontagem by Monica

Minhas Composições...




DESCORTINAR


Acho graças!
Dou uma gargalhada!
Por dentro me sinto boba!
Insana sensação...
Loucura?
Acho interessante
Tudo o que percebo
E o que sou capaz de revelar...
Um misto de alegria
Bobice e candice,
Do meu interior a se descortinar
E hoje resolvi deixar...
Será a loucura
De muito amar?
Incondicionalmente...
Intensamente...
Despreocupadamente....
Imensamente....
O ser humano
Seja ele
Homem, mulher
Velho, criança
Alto, baixo
Redondo, quadrado
Preto, amarelo
Rosa, cinza, branco...
E a medida que vou lendo
O mundo, as pessoas e as coisas
Percebo que em meio a loucura
De me conhecer e me entender
De conhecer o outro e entendê-lo,
De respeitá-lo e aceitá-lo,
Vejo que posso ir além...
Aprender,
Viver,
Fazer,
Conviver,
E ser!
Pois leio e releio,
Tudo a minha volta
E refaço,
Reinvento,
Procuro adaptar,
Transformar,
A loucura
Em reencontrar
O meu eu,
Em fazer
O autoconhecimento,
Fazendo aprendizado...
A evolução!


Leila,
Maio/2005

quinta-feira, 22 de março de 2007

Refletindo...

“Nada, jamais, substituirá o companheiro perdido.
Velhos camaradas não se criam.
Estas amizades não se refazem: ao plantar um carvalho,
é vã a esperança de poder gozar brevemente da sua sombra.”


Saint-Exupéry

segunda-feira, 19 de março de 2007

Refletindo...

“O bem que se praticou é o que fica e
é por ele que a vida vale alguma coisa.”


Jean Jacques Rousseau

quinta-feira, 15 de março de 2007

Fragmentos Poéticos...




Eu Comigo
Muito briguei eu comigo,
tive raiva,
me insultei.
E, de incontido desgosto,
em meu próprio ombro chorei.


Helena Kolody

Imagem: www.kakinet.com images kolody

quarta-feira, 14 de março de 2007

Fragmentos Poéticos...




Dois...
Apenas dois.
Dois seres...
Dois objetos patéticos.
Cursos paralelos
Frente a frente...
...Sempre...
...A se olharem...
Pensar talvez:
“Paralelos que se encontram no infinito...”
No entanto sós por enquanto.
Eternamente dois apenas.


Pablo Neruda


Imagem: www.diapolitismos.gr/

14 de março - Dia Internacional Poesia




A LIÇÃO DE POESIA

1
Toda a manhã consumida
como um sol imóvel
diante da folha em branco:
princípio do mundo, lua nova.
Já não podias desenhar
sequer uma linha;
um nome, sequer uma flor
desabrochava no verão da mesa:


2
A noite inteira o poeta
em sua mesa, tentando
salvar da morte os monstros
germinados em seu tinteiro.
Monstros, bichos, fantasmas
de palavras, circulando,
urinando sobre o papel,
sujando-o com seu carvão.

Carvão de lápis, carvão
da idéia fixa, carvão
da emoção extinta, carvão
consumido nos sonhos.


3
A luta branca sobre o papel
que o poeta evita,
luta branca onde corre o sangue
de suas veias de água salgada.

E as vinte palavras recolhidas
nas águas salgadas do poeta
e de que se servirá o poeta
em sua máquina útil.
Vinte palavras sempre as mesmas
de que conhece o funcionamento,
a evaporação, a densidade
menor que a do ar.


João Cabral de Melo Neto nasceu em 1920, no Recife, Pernambuco. Publicou, entre outros livros, O auto do frade, Cão sem plumas, Agrestes, Crime na calle Relator, Museu de tudo e depois, Sevilha andando e Morte e vida Severina e outros poemas para vozes.


Imagem: p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/

Espaço by Amigos





Bom dia!

Bom dia novo dia
Recebo-te de braços abertos
Embebo-me da luz do sol
Fortaleço-me pelo ar que respiro
Ilumino-me pela fé
Irradio serenidade alimentada pelo amor
Cultivo a caridade da palavra e do olhar
Ouço com carinho e atenção
Renovo-me a cada dia,
vivendo...
Vivendo um grande amor
Amor pela vida, amor pelo ser
Amor que a cada amanhecer ...
Me faz dizer: bom dia lindo dia!
Amo você!


Monica Puccinelli
Sbee - 27 02 07


Imagem: http://imgs.sapo.pt/

Refletindo...

“Há homens que nem sequer erram, porque nada se dispõem a fazer do razoável.”

Johann Wolfgang Goethe

terça-feira, 13 de março de 2007

Reflexões...

“O que é a felicidade, afinal, senão o ritmo e a elegância da vida? ”

Júlio Dantas

sábado, 10 de março de 2007

Mulher de verdade...




Uma mulher de verdade não precisa de asas, nem combustível.
Para chegar onde quer, ela sobe alto, caminha longe.
Vai ao lugar mais impossível
Não vai amanhã, ela vai hoje.

Uma mulher de verdade não precisa de roupas belas
Não usa máscaras para fingir o que não é e agradar
Ela encanta pela sua essência, sorriso e olhar.
Ela chama atenção porque ela é bela!

Uma mulher de verdade se junta para compartilhar.
Não se anula, não sufoca, não duvida.
Ela sabe amar, doar.
Sabe viver a sua vida.

Uma mulher de verdade se conhece e se permite
Ela ousa, arrisca, ama e se apaixona sem limite.
Fala de amor com seu amado
Mostra seus desejos ao eleito de seu lado.

Uma mulher de verdade é uma mulher comum
Ela confia na sua intuição e a segue.
É uma sacerdotisa da lua e
celebra as pequenas coisas de uma forma incomum.

Ela cozinha, fala com os animais e molha suas plantas.
Põe a mão de seu amado entre as suas
E mostra a ele suas curvas e ancas
Mostra seu inferno, o paraíso e todas suas ruas.

Uma mulher de verdade se refaz todo dia.
Embora se refugie dentro de sua boca comprimidos,
o silêncio, seco, sexo, saliva e sofrimento de Maria
Ela renasce Deusa num mundo de reprimidos... todo dia!

Autor desconhecido


Imagem: Claudia de Lara,
minha amiga artista plástica competentíssima!

Dica: www.claudiadelara.cjb.net

quarta-feira, 7 de março de 2007

Reflexões...

“De nada adianta saber o que é bom se não há a decisão de realizar esse bem”.

Jean Lauand, (medievalista, professor da Faculdade de Educação da USP, lendo Tomás de Aquino).

Para Mulheres que Amam...



O Amor Não Sabe Esperar

Hebert Vianna

Sopra leve o vento leste
E encrespa o mar
Eu ainda te espero chegar

Vem a noite
Cai seu manto escuro devagar
Eu ainda te espero chegar

Não telefone, não mande carta
Não mande alguém me avisar
Não vá pra longe, não me desaponte
O amor não sabe esperar

Ficar só é a própria escravidão
Ver você é ver na escuridão
E quando o sol sair
Pode te trazer pra mim

Abro a porta, enfeito a casa
Deixo a luz entrar
Eu ainda te espero chegar

Escrevo versos
Rosas e incenso pra perfurmar
Eu ainda te espero chegar

Estar só é a própria escravidão
Ver você é ver na escuridão
E quando o sol sair
Tudo vai brilhar pra mim

Letra da música:www.vagalume.com.br
Imagem: blogs.sapo.pt

o Café e a Mulher...



Uma das maiores descobertas feitas pela ciência até o presente foi a identificação do código genético humano.
Algo extraordinário.
Depois da clonagem de animais já se pensa na clonagem humana e na criação do super-homem.
Ou melhor, ainda, da supermulher.
Ao contrário dos mais de cem mil genes que se pensava existir, pouco mais de trinta mil atuam no nosso código genético.
E o primeiro e mais importante gene foi identificado no cromossomo 1 e denominado gene A.
O primeiro número e a primeira letra do alfabeto: 1 A . " A " de Amor.
O gene 1 A parece ser o nosso principal gene, pois é sua ação que estimula todo nosso corpo e mente para a busca do amor, o mais forte e o mais prazeroso dos sentimentos humanos.
É o amor que faz o mundo girar e as pessoas viverem e serem felizes.
É a falta dele que traz a infelicidade.
O outro gene decifrado é o gene 1 D, que parece ser responsável pela Depressão que ocorre nas pessoas carentes de amor próprio, de e por outra pessoa.
Conhecer a depressão é conhecer o inferno e a depressão é a pior de todas as doenças da humanidade.
Todo ser humano conhece a depressão durante a sua vida e 20 % das pessoas sofrem de depressão de forma permanente.
Porquê? Um paciente com câncer, com AIDS, com qualquer tipo de doença grave quer viver.
A pessoa com depressão, mesmo com saúde física, quer morrer.
Porquê? Através da genética é possível imaginar que o gene 1 A atue reprimindo o gene 1 D e caso não exista amor na nossa vida, o gene 1 D se manifesta, através da depressão e suas conseqüências: suicídio, alcoolismo, uso de drogas e problemas do coração como infarto.
A ciência ainda não sabe o papel dos genes 1 B e 1 C , que estão entre os genes 1 A e 1 D, na seqüência genética mais importante do nosso código - 1 A,B,C,D.
É possível especular que os genes 1 B e 1 C atuem conjuntamente , preservando a função do gene 1 A (Amor) e, evitando a manifestação do 1 D (Depressão).
E parece que esta proteção é feita através do hábito mais importante da humanidade: o de Beber (gene 1 B) Café (gene 1 C).
O café é a bebida mais consumida no mundo e é o segundo maior mercado de produtos naturais do planeta, depois do petróleo.
Porque está nos nossos genes.
Nele está o código que nos leva a fazer coisas comuns e fundamentais, como a nutrição, a reprodução e o sono, dentre outras.
Algumas pessoas possuem uma habilidade genética especial e se tornam extraordinárias, como desportistas, empresários, artistas ou líderes políticos.
Mas todo mundo gosta de tomar café.
E existem até homens que consideram o café melhor que a mulher.
Mas a moderna ciência mostrou que a mulher é superior ao homem. Além de possuir genes inteiros e completos (XX), possui mais atributos morais, afetivos, emocionais, sexuais, psicológicos e biológicos, dentre muitos outros aspectos que caracterizam esta superioridade.

Fonte: www.cafeesaude.com.br
Imagem: www.asphd.blogger.com.br

terça-feira, 6 de março de 2007

Mulheres...



Fonte e Imagem: horasvagas.blogs.sapo.pt

Felicidades Mulheres!
com carinho,
Leila

Mulher... Mulheres!




O Valor de uma Mulher!!!

O texto a seguir foi escrito por Audrey Hepburn, quando lhe pediram que revelasse seus segredos de beleza.

1 Para ter lábios atraentes, diga palavras doces.

2 Para ter olhos belos, procure ver o lado bom das pessoas.

3 Para ter um corpo esguio, divida sua comida com os famintos.

4 Para ter cabelos bonitos, deixe uma criança passar seus dedos por eles pelo menos uma vez ao dia.

5 Para ter boa postura, caminhe com a certeza de que nunca andará sozinha.

6 Pessoas, muito mais que coisas, devem ser restauradas, revividas, resgatadas e redimidas: jamais jogue alguém fora.

7 Lembre-se que, se alguma vez precisar de uma mão amiga, você encontrará no final do seu braço. Ao ficarmos mais velhos, descobrimos porque temos duas mãos, uma para ajudar a nós mesmos, a outra pra ajudar ao próximo.

8 A Beleza de uma mulher não está nas roupas que ela veste, nem no corpo que ela carrega, ou na forma como penteia o cabelo. A beleza de uma mulher deve ser vista nos seus olhos, porque esta é a porta para seu coração, o lugar onde o amor reside.

9 A beleza de uma mulher não está na expressão facial, mas a verdadeira beleza de uma mulher está refletida em sua alma. Está no carinho que ela amorosamente dá, na paixão que ela demonstra.

10 A beleza de uma mulher cresce com o passar dos anos.

O Talmud é um livro onde se encontram condensados todos os depoimentos, ditados e frases pronunciadas pelos Rabinos através dos tempos. Um deles termina assim:
“Cuida-te quando fizeres chorar uma mulher, pois Deus conta as suas lágrimas. A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisada, nem da cabeça para ser superior, mas sim do lado, para ser igual, debaixo do braço, para ser protegida e do lado do coração, para ser AMADA.“


Texto: Autor desconhecido
Imagem: Tania Leal - Acrílica sobre tela,
www.interarteonline.com

sexta-feira, 2 de março de 2007

Fragmentos Poéticos

“ O único progresso verdadeiro é o progresso moral.
O resto é simplesmente ter mais ou menos bem. ”


José Saramago

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Tudo a Ver!



Talvez, ao me ouvir falar em felicidade, você se pergunte se eu não tenho problemas, se tudo dá sempre certo para mim, se nunca passei por uma grande dificuldade que me tenha deixado marcas, como ocorre com a maioria das pessoas.
É claro que sim, sou como todo mundo.
Tenho angústias, fico estressado, as pessoas às vezes me traem,
mas eu procuro comer os morangos da vida!

Um sujeito estava caindo em um barranco e se agarrou às raízes de uma árvore. Em cima do barranco havia um urso imenso querendo devorá-lo. O urso rosnava, mostrava os dentes, babava de ansiedade pelo prato que tinha à sua frente. Embaixo, prontas para engolí-lo, quando caísse, estavam nada mais nada menos do que seis onças tremendamente famintas.

Ele erguia a cabeça, olhava para cima e via o urso rosnando. Quando o urso dava uma folga, ouvia o urro das onças, próximas dos seus pés. As onças embaixo querendo comê-lo e o urso em cima querendo devorá-lo.

Em determinado momento, ele olhou para o lado esquerdo e viu um morango vermelho, lindo, com aquelas escamas douradas refletindo o sol. Num esforço supremo, apoiou seu corpo, sustentado apenas pela mão direita, e, com a esquerda, pegou o morango.

Quando pôde olhá-lo melhor, ficou inebriado com sua beleza.
Então, levou o morango à boca e se deliciou com o sabor doce e suculento.
Foi um prazer supremo comer aquele morango tão gostoso.
Deu para entender?

Talvez você me pergunte: "Mas, e o urso?".
Dane-se o urso e coma o morango!
"E as onças?".
Azar das onças, coma o morango!
Se ele não desistir, as onças ou o urso desistirão.

Às vezes, você está em sua casa no final de semana, com seus filhos e amigos, comendo um churrasco. Percebendo seu mau humor, sua esposa ou seu marido lhe diz: "Meu bem, relaxe e aproveite o Domingo!"
E você, chateado, responde: "Como posso curtir o Domingo se amanhã vai ter um monte de ursos querendo me pegar na empresa?"


Relaxe e viva um dia por vez: coma o morango!
Problemas acontecem na vida de todos nós, até o último suspiro.

Sempre existirão ursos querendo comer nossas cabeças e onças a arrancar nossos pés. Isso faz parte da vida e é importante que saibamos viver dentro desse cenário.

Mas nós precisamos saber comer os morangos, sempre.
A gente não pode deixar de comê-los só porque existem ursos e onças.
Você pode argumentar: "Eu tenho muitos problemas para resolver".
Problemas não impedem ninguém de ser feliz.

O fato de ter que conviver com chatos não é motivo para você deixar de gostar de seu trabalho.
O fato de sua mulher estar com tensão pré-menstrual ou seu marido irritado com o dia-a-dia não os impede de tomar sorvete juntos.
O fato de seu filho ir mal na escola não é razão para não dar um passeio pelo campo.

Coma o morango, não deixe que ele escape!
Poderá não haver outra oportunidade de experimentar algo tão saboroso.
Saboreie os bons momentos.
Sempre existirão ursos, onças e morangos.
Eles fazem parte da vida.

As pessoas vêem o sucesso como uma miragem.
Como aquela história da cenoura pendurada na frente do burro que nunca a alcança.
As pessoas visualizam metas e, quando as realizam, descobrem que elas não trouxeram felicidade.
Então, continuam avançando e inventam outras metas que também não as tornam felizes.
Vivem esperando o dia em que alcançarão algo que as deixará felizes.
Elas esquecem que a felicidade é construída todos os dias.

Lembre-se: A felicidade não é algo que você vai conquistar fora de você...


Fonte: www.shinyashiki.com.br
Imagem: www.shinyashiki.com.br
Baseado em Conto Brasileiro

Coma morangos!
Com carinho,
Leila

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Espaço by Amigos



MOMENTOS

"Nossas vidas...
cada instante vivido...
deixamos rastros que nos conduzem a um caminho.
Construimos os erros e com eles aprendemos a evitá-los,
vivenciamos as experiências,os encontros e desencontros,
a ilusão e a realidade,
o medo e a segurança,
o conflito e a paz...
Caminhamos por vezes indiferente ao acaso,
despercebendo de tudo que se movimenta a nossa volta,
por instantes ao nosso lado...
Momentos que passaram e que jamais acontecerão novamente,
porque tudo que deixamos passar se apagará no tempo
menos em nossas mentes;
lembranças que carregaremos através das vidas,
dos sonhos e dos desejos.
Ao longo dos percursos que trilhamos
deixamos para trás um pouco de nós mesmos,
da nossa essência e da busca desenfreada
de não perder o significado de tudo isso.
Muitas vezes imagino que a vida é como um papel ao vento...
flutuando e se deixando levar...
sem controle, sem destino,
esperando por algo que a conduza a um porto seguro,
por um momento de tranquilidade e quietude,
longe das turbulências que nos arremetem para fora do caminho,
da própria vontade de querer seguir rumo ao equilíbrio
e ao conforto do amparo,
de um ombro amigo que nos conforte
e transmita exatamente aquilo que gostaríamos
de ouvir, sentir,
momentos...
todo instante a necessidade de poder se agarrar a alguém
a procura de socorro, de compreensão e amparo...
momentos que significarao até a eternidade;
instantes de aconchego e entrega das angústias que enfraquecem
nos braços abertos da pessoa que amamos".

Cleodimar,
fev./2007

Imagem:cuatro_estacionesgrado.grao.net

Espaço Educação

Os papéis da mulher – por Rosely Sayão
fevereiro/2007

De vez em quando, fico pensando se estamos mesmo no ano de 2007 ou se é ilusão virtual o mundo em que vivemos.
Isso acontece principalmente quando constato que, em pleno século 21, os preconceitos e estereótipos em relação à mulher e sua imagem na sociedade ainda valem e são expressos com a maior naturalidade.

Na semana passada, por exemplo, a discussão da hora foi a respeito do uso e abuso da figura feminina nas publicidades de marcas de cerveja.
Pensando bem, a situação em que vive a mulher atualmente está cheia de contradições. Por um lado, não há dúvida de que sua vida melhorou visivelmente em alguns aspectos.
Ela pode se dedicar ao trabalho e ao seu desenvolvimento profissional, tem acesso ao estudo, pode escolher se quer casar e constituir família ou não, consegue alcançar independência financeira, tem condições de viver sozinha, pode participar ativamente da vida política do país e as tarefas domésticas não são consideradas sua responsabilidade exclusiva.

Por outro lado, algumas circunstâncias denunciam que ela ainda não tem total autonomia para administrar sua vida e tomar os cuidados necessários para garantir sua integridade física, emocional e psíquica, sua dignidade, enfim, principalmente quando consideramos a vida privada.
O aumento da incidência da infecção pelo vírus HIV nas mulheres, índice que quase se equiparou ao dos homens, e o crescimento da violência, principalmente da doméstica, são apenas dois sinais que indicam que a vida privada das mulheres não anda um mar de rosas.

Mas que coisa, não? Quem diria que quem se mostra tão forte na vida pública e realiza tantas conquistas apresentaria tal fragilidade quando o que está em jogo são as emoções, o relacionamento sexual e afetivo, a vida a dois? Por quê?
Temos algumas pistas que podem nos ajudar a entender tal paradoxo e vou tratar de uma delas. Por incrível que pareça, as mulheres ainda recebem uma educação absolutamente machista e é por ela que são introduzidas na vida sociocultural.

E essa constatação torna-se mais espantosa quando nos damos conta de que a principal responsável pela educação familiar continua sendo a mãe e de que a educação escolar é praticada também por uma maioria esmagadora de mulheres.
Será que as mulheres transmitem preconceitos de gênero aos mais novos porque se sentem inferiores aos homens e porque não conseguiram se livrar dessa história?
Pode ser. Afinal, por que a mulher tem receio de falar abertamente com seu companheiro sobre os cuidados que devem ser tomados na intimidade sexual para evitar a infecção por doenças sexualmente transmissíveis?
Solicitar e até mesmo exigir o uso do preservativo ou firmar pacto de fidelidade nas relações estáveis, por exemplo, ainda são questões tratadas com muita dificuldade por homens e mulheres.

Além disso, as mulheres continuam fazendo o maior esforço para tentar se encaixar num modelo idealizado construído para elas.
Já houve o tempo em que esse modelo consistia em ser especialista em prendas domésticas. Hoje, quando nossa cultura privilegia as imagens, o modelo para a mulher tem a ver com sua aparência: corpo, vestimentas, gestual. Aqui, voltamos à publicidade de marcas de cerveja.
A mulher, com seu corpo "gostoso", usada como isca para o homem, talvez seja o retrato mais fiel e cruel da ativa participação feminina na manutenção do modelo preconceituoso e machista da submissão ao homem.

Pode parecer que é muito distante a relação desse tipo de publicidade com as dificuldades que as mulheres enfrentam nos tempos atuais, mas a proximidade é bem maior do que gostaríamos que fosse.
As famílias não podem deixar de considerar importante a questão de gênero ao educar seus filhos e as escolas não podem ignorar, como costumam, tema tão pertinente com a questão da cidadania e dos valores democráticos.

ROSELY SAYÃO
é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?" (ed. Publifolha) roselysayao@folhasp.com.br
blogdaroselysayao.blog.uol.com.br

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Boa Semana!




com carinho de sempre,
Leila

Imagem: kali.blogger.com.br

Um olhar...



A gente olha...
E o que vê?
Será que vê?
A gente percebe?
Será que percebe?
Com que olhos?
Do coração?
Da alma?
Com que óculos?
Da cultura possuída?
Do conhecimento apreendido?
Do saber instituído?
Da vida sentida, vivida?
Mas com que forma?
Mas de que forma?
Quadrada?
Pacotes prontos?
Circular?
Dinâmica?
Diversa?
Exlética?
Transdisciplinar?
Complexa?
Em movimento...
E como fazer?
Respeitando?
Considerando?
Cooperando?
Amando?
Compondo?
Participando?
Fazendo?
Sendo?
Pra fazer o quê?
Construção?
Fundamentação?
Verticalização?
Transformação?
Evolução?
Do ser?
No Planeta?
...

Leila,
junho/2005


Imagem:timon.blogs.sapo.pt

Reflexões...



Máximas de Madre Teresa - parte I

"Acredito que o mundo hoje está de ponta cabeça e sofre muito porque existe tão pouco amor no lar e na vida familiar. Não temos tempo para nossas crianças, não temos tempo para darmos uns aos outros, não temos tempo para apreciarmos uns aos outros".

"O amor começa em casa; o amor habita nos lares e é por isso que existe tanto sofrimento e tanta infelicidade no mundo... Todos, hoje em dia, parecem estar com tanta pressa, ansiosos por grandes desenvolvimentos e grandes riquezas e assim por diante, de modo que as crianças não têm tempo para os pais. Os pais têm pouco tempo para darem uns aos outros, e no próprio lar começa a destruição da paz do mundo".

“Eu vejo Deus em cada ser humano. Quando limpo as feridas do leproso, sinto que estou cuidando do próprio Senhor. Não é uma experiência maravilhosa?" - 1974 Entrevista.

“Quando vejo o disperdício, sinto raiva dentro de mim. Eu não aprovo eu mesma sentir raiva. Mas é algo que não se pode evitar de se sentir após vermos a Ethiopia." - Washington 1984.

“A mais terrível pobreza é a solidão e o sentimento de não ser amado”.


Imagem:www.franciscodeassis.no.sapo.pt

Fragmentos Poéticos...



"quando o silêncio é grande mesmo,
nas noites estreladas,
ouvem-se o pulsar luminoso do brilho
das estrelas
e o pulsar milagroso do sangue
correndo nas veias".


Rubem Alves


Fonte: livro "Presente, frases, idéias, sensações..."
de Rubem Alves, Papirus/2005

Imagem: baixaki.com.br

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Espaço by Família



Olha o meu amor da minha vida, CAIO, suas amigas Manu e Nike!

a dica dele é o site: www.vagalume.com.br

muito legal mesmo! tem letras, traduções de músicas e ainda é possivel ouvir música on line, do artista que tiver no vasto cadastro! di +!

Imagem: Caio Sanches Rodrigues, Manu e Nike Silva

Espaço by Familia



Esse é o meu sobrinho querido, Filipis o guitarrista! não é lindo?!

a dica dele é: http://jack-johnson.letras.terra.com.br/letras/101702/

Imagem: Felipe Magalhães

Espaço Filosófico



OS CAMINHOS FILOSÓFICOS DO AMOR

Por Leandro Castro Oltramari - Professor da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL) e da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI).

Estudos e Pesquisas em Psicologia
ISSN 1808-4281 versão on-line

O livro: "CAMINHOS Filosóficos do Amor" - escrito pela professora Maria de Lourdes Borges, que é docente do curso de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina, se coloca num grande desafio, qual seja discutir um dos fenômenos mais difíceis de definição de que temos notícia: o amor. Em nossos dias, talvez nunca se tenha indagado tanto sobre para onde estão caminhando as relações amorosas. É bem verdade que talvez ninguém saiba muito bem se estas relações vão a algum lugar, mas, nos últimos tempos, têm proliferado inquietações como estas, as quais têm resultado em manuais de sobrevivência para os relacionamentos afetivos, como namoros, casamentos, ou seja, relacionamentos a dois.

Maria de Lourdes Borges é bastante audaz quando discute sobre o amor, pois sua perspectiva não parte de uma psicologia de “estantes de auto-ajuda”, mas sim de uma discussão filosófica sobre o assunto. Ela inicia fazendo uma abordagem sobre a clássica obra de Goethe, Os sofrimentos do jovem Werther, que, segundo afirma, foi a causadora de inúmeros suicídios no século XVIII. O livro trata da dor de um amor não correspondido, assunto que talvez dificilmente alguém não saiba o que seja. Talvez por isso a referida obra tenha tido tanto sucesso em sua época.

A autora faz inquietantes colocações sobre o porquê da necessidade de fazer uma discussão para explicar racionalmente aquilo que se sente tão intensamente quanto o amor. Ela irá explicar os três tipos de amor, tendo como ponto de partida os gregos: Eros, philia e caritas. O amor Eros é, com certeza, o mais conhecido e o de maior sucesso, tanto na literatura quanto nas populares novelas. Este amor é originado, segundo aponta, de Platão e lembra o amor romântico. O amor Eros é aquele ligado à falta, ou seja, ao sofrimento. Neste ponto, vale ressaltar a obra de Denis de Rougement (2003), intitulada História do amor no Ocidente, que trata de forma muito interessante sobre a constituição do amor no mundo ocidental.

Borges fala, ainda, sobre o outro amor, chamado de philia, que está próximo àquele definido por Aristóteles e é percebido como o que tem um desejo de partilhar a companhia do outro, principalmente se for através da virtude. É querer o bem do outro. Algo que nos parece difícil nos dias atuais. Este modelo de amor pode dizer, seria um modelo spinoziano, segundo Borges. No amor, para Spinoza, não existe falta nem necessidade de um outro ser amado e de se unir a ele. O amor está atrelado à alegria da existência do outro, mesmo que a ele não se esteja unido. Ou seja, um amor quase altruísta. A pessoa é feliz porque o amado existe. Por último, ela cita o amor ágape ou caritas. Este está mais próximo da philia. É um amor que está atrelado ao bem do outro, muito próximo do humanismo cristão.

A partir de então, a autora faz uma análise sobre como os filósofos analisarão o amor a partir de sua fórmula mais conhecida, e mais contundente, o amor/Eros. Ela começa citando a obra O Banquete, de Platão, que é um elogio ao amor, principalmente ao amor que se estrutura sobre a virtude. Os filósofos, n’O Banquete, dizem que nada pode ser censurado se for para elevar a virtude do amor, mesmo se depender da humilhação. Borges exemplifica, de forma brilhante, através de uma fala de Sócrates, as origens mitológicas do amor. Segundo Sócrates, o amor é filho de Pênia, a pobreza, e Poros, o esperto. Pênia, deitando-se ao lado de Poros, que estava embriagado em um jardim, concebe o filho Eros, que possui características dos pais. Portanto, o amor é, por um lado, “pobre, rude e sujo como sua mãe, vivendo a mendigar de porta em porta”; por outro, é “astuto e trama estratagemas e maquinações”. Assim, a “essência do amor é fazer a ponte entre o humano e o divino” (p.15). Ainda assim, a autora afirma que o amor “é a busca pela sua metade perdida, busca que evidencia a carência constitutiva de sua pobreza intrínseca” (p. 15).

Vale a pena lembrar, como já relatado anteriormente, o exemplo do livro de Rougement. Para este autor, o romance que melhor ilustra o sentimento amoroso descrito acima é a obra de Tristão e Isolda. Neste romance, citado por Borges, o amor é uma doença da alma, doença que os doentes decidem contrair. Existe a caracterização de que o amor é algo ao qual a pessoa está condenada, pois nele Isolda fornece a Tristão uma poção mágica. Ele, desta forma, apaixona-se perdidamente e ambos não podem ficar sequer longe um do outro, sobre pena de morrerem de amor. O desfecho da obra garantiu o seu sucesso, ao melhor estilo consagrado posteriormente por Shakespeare: os dois amantes morrem ao final.

A obra Tristão e Isolda acabou se tornando um marco dentro da história romântica universal e, pelo que se percebe, como assinala Borges, o amor Eros, tão difundido pela literatura universal, tem ainda hoje feito suas vítimas - todos aqueles que sofrem por amor. Segundo declara, o amor romântico é aquele no qual nunca haverá a correspondência, portanto o sofrimento é algo intrínseco a ele. Porém, Borges não se priva também de levantar outras hipóteses sobre o amor, hipóteses estas que vão além das especulações metafísicas. Ela discute sobre a duração do amor, a partir da Fisiologia, pois os estudos contemporâneos revelam que o êxtase amoroso dura cerca de 18 meses a 3 anos, em decorrência de uma substância chamada “feniletilamina”, que seria ligada ao sentimento de estar gostando de alguém. É interessante que três anos é o prazo de validade da poção que Isolda dá a Tristão. Pois, então, seria uma infeliz coincidência?

A autora traz passagens interessantes que, para os “não-experts” em Filosofia, causarão surpresas. Primeiro, a preocupação de determinados autores com a temática e, segundo, as reflexões feitas por estes autores. Ela afirma, por exemplo, que, para Hegel, as pessoas não desejam o outro, mas sim “o desejo do outro” (p.18). Posteriormente, irá comentar a posição dos estóicos sobre o amor. Estes se assombravam com o amor, pois procuravam a virtude, a qual estava na “tranqüilidade da alma”. Para os estóicos, o sofrimento e o prazer no amor são faces da mesma moeda. Nada bom para quem procurava a virtude e a calma para filosofar. Mais adiante, Borges cita Descartes e suas “paixões da alma”, que seriam a oportunidade para que as duas substâncias que compõem o ser humano - a res cogitans e a res extensa – pudessem se unir. A autora lembra que Descartes parte de uma teoria do século XVII, a qual explica que a interação da alma e do corpo se fazia “através de fluidos chamados espíritos animais” (p.28). Por isso, para ele, não é possível ter controle sobre as paixões.

Borges vai ainda passando por outros autores, como Kant, que defende o amor/caritas e faz uma crítica ao amor/Eros. Para isso, ele faz uma distinção entre o amor-afeto e o amor-paixão, valorizando mais o primeiro do que o segundo. Para Kant, o amor apenas é possível porque existe uma desigualdade entre aqueles que amam.
Depois de discutir os preceitos filosóficos, a autora ainda tem tempo de lembrar os aspectos cognitivos e fisiológicos do amor, fazendo assim um rápido levantamento sobre a relação existente entre as emoções e as mudanças comportamentais, quando então ela define como alguns autores entendem a relação entre mudanças corporais e paixões. Ela faz referência a teorias que têm, de certa forma, citado este tipo de relação: dentre elas, está a “teoria dos sentimentos” e a “teoria da atitude proposicional”.

A teoria dos sentimentos “diria que emoções são experiências introspectivas, caracterizadas pela qualidade e intensidade” (p.42). Já a teoria da atitude proposicional, de Solomon, defende que as emoções são juízos de valores não verbais. Esta teoria indica que sentimos emoções como o prazer por coisas de que gostamos e que apreciamos, assim como sentimos raiva ou ódio por coisas que sentimos como sendo más. Em uma perspectiva evolucionista, as explicações sobre as emoções revelam que elas aparecem de forma súbita, sem que se consiga controlá-las. Isto porque, nesta visão, os impulsos de emoções são necessários para a resolução rápida de decisões, como, por exemplo, fugir de uma situação adversa.

Ao final da obra, a autora faz uma brilhante colocação para todos aqueles que algum dia já sofreram, sofrem ou sofrerão do que chamamos amor. No apêndice, apresenta uma seleção de textos, como “Tristão e Isolda”, “As paixões da alma”, de Descartes, “Antropologia do ponto de vista pragmático”, de Kant, “Fenomenologia do espírito”, de Hegel, “Strong Felings”, de Jon Elster.

Após ler o livro, poder-se-ia ter quase a sensação da leitura de mais um destes manuais best sellers de auto-ajuda com tom filosófico, tão comum nesta modernidade tardia. Mas não é isto que o leitor sente. A sensação é que a pergunta continua sem ser respondida. Por que se ama e por que o amor nos alegra ou nos torna infelizes? Bom, talvez esta seja uma resposta que apenas os amantes tenham para nos dar, mas, com certeza, essa obra fornece bons caminhos para pensar sobre o assunto.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ROUGEMENT, Denis de. História do amor no Ocidente. 2 ed. São Paulo: Ediouro, 2003.

BORGES, M. L. Amor. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.

© 2007 Universidade do Estado do Rio de Janeiro


Dica de Filme: "Tristão e Isolda"
Fonte:http://scielo.bvs-psi.org.br/
Imagem: www.cine7.com.br/

Espaço by Amigos...



Esta imagem simboliza interiorização e encontro de muita serenidade,
te amo muito,
um abraço repleto de carinho

Monica


fev./2007
Imagem: fotomontagem by Monica

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Espaço by Amigos...



Fevereiro é diferente,
tem vinte e oito dias;
e, de vez em quando, vinte e nove.
É o primeiro do ano
- janeiro não conta;
janeiro é férias,
é só descanso.
Afinal, o país é tropical!
O retorno é fevereiro.
Fevereiro é diferente,
mágico, alegre – doce reencontro.
Fevereiro tem carnaval
- uma musiquinha gostosa diz isso:
“fevereiro tem Carnaval...tem C-a-r-n-a-v-a-l !”
Nascer em fevereiro é privilégio
- privilégio que traz, na essência,
o desabrochar do ser fraterno.
Um desses seres fraternos, solidários,
e - por que não?! - missionário,
veio à luz no dia Sete.
Sete, para os antigos,
é número mágico – perene-,
é a parte, o todo e a totalidade!
E, envolta nessa magia,
contagiada pela alegria de fevereiro
e do número sete,
alguém muito especial comemora aniversário:
Leila Regina Sanches,
a quem se presta as merecidas homenagens,
neste dia tão especial.

Olimpio & Madalena

Imagem:www.cest-tout.nl

Espaço by Amigos...


Obrigada a todos!
só consigo ser o que sou porque tenho pessoas maravilhosas que integram a minha vida!
Leila

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Espaço by Amigos



Movimento...

...É esse movimento que nos impulsiona,
Que pulsa dentro de nós,
Que nos fortalece cada vez mais.
A incerteza que nos revigora, que nos dá força para continuar,
para construir, para acreditar.
É a voz do amor nos intuindo a todo momento,
O enxergar, o sentir, o fazer, o construir, o evoluir...


Virgínia Demogalski, 2005.

Fragmentos Poéticos...