... é uma forma encontrada para compartilhar a visão que faço do mundo, das pessoas e das coisas a minha volta, e principalmente, da tentativa de se resgatar a energia vital que cada um tem dentro de si, a fim de que possamos construir a vida, com inspirações que mobilize em cada um a coragem de experimentar, de se motivar a viver com paixão e determinação os projetos de vida!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Fragmentos Poéticos...



Simples Quântica

Simples como um passo atrás do outro.

Que aos poucos se aprazia planeta de admirável amplidão,

Subindo e descendo montanhas,

Aguando e sussurrando descanso ente o rio e o mar,

Avistando continentes estáticos e lentos,

Que sempre estiveram ali te esperando sem saber.

Mas Ser mutante sob as lavas de teu quente amanhecer!

Simples como ajustar a parelha dos cavalos

E recostados na madeira da charrete

Visando deslocar-se mais ao longe

Chegar aonde a intrepidez te possa e te leve

Sob patas de cavalos rápidos ou lerdos

Dependendo da mão de tua rédea intenção

Simples como um trem de Maria fumaça

Deslizada sob trilhos bem postados

Chicoteados sobre o lombo de um homem animal

Que tinha como meta uma vasilha de comida

Que fortificasse as mãos, que carregavam guias

E como guias, preparando a via de levar

Aos lugares mais longínquos

E de horizonte meio obliquo e de miragem conclusão

Simples como um baú de quinquilharias

Cheio de fotografias da família feliz

Imagens gostosas e tremidas em mãos cansadas

Passeios nas praias próximas ou lunares contradições

Exposições de corpos ajeitados, tendo ao fundo o mundo que se quis

Começada numa lente de imagem

Que ficará guardada no baú de quinquilharias

Simples como ligar teu carro a gasolina

Com os cavalos que o dinheiro possa comprar

E possa te levar a uma casa de parentes

Ou que possa ta achar sob ferragens retorcidas

Ou que possa te trazer livre e saudoso

Sobre o asfalto alisado pra conforto de guiar

Entre as placas que te avisam a próxima curva

Ou a próxima reta pra que voltes a voltar

Simples como viajar com um foguete que te leve até a Lua

Ainda virgem enquanto não pisasses no deserto deste lado bem visível

Que era quase inatingível e que eu amava com imaginado prazer

Mas lá plantaste uma bandeira azul e bem vermelha pincelada de estrelas

Simples pano projetando as parcas e mecanicistas peças imaginadas por você

E quando lá chegado, olhos fracos de extasiante estrada a percorrer

E não achastes trilhos e nem braços de apurada técnica

Simplesmente ficaste ali, ao sabor sem vento e pensando.

O que fazer!?

Simples como a nave de asas com foguetes

Que inventaste para o necessário deslocamento com retorno

Objeto com defeitos não pensados e arrumados

Sem que antes muitos destes naufragados

Como as naus dos pilotos do passado

Guiados pelas mesmas estrelas, que agora olhas mais de perto

Mas inda longe muito longe de compreenderes.

Ó ser esperto!?

Simples como a relativa teoria, saída de mente já desperta

Captando e projetando em quadro negro

As energias que os Deuses muito antes dispuseram

Mas cegueira de ilusão regimentada e alimentada em “berço esplêndido”

Quis destino que descobristes entre guerras de rancor

Trucidando o inimigo que estava e inda vive em tua alma

Ó ser insigne, protegendo o terreno como água no deserto

Simples como todas as teorias, que orgulhas ser de tua cabeça origem

Animal de rara espécie, que andaste longe, mas carregando a picareta

Que ainda abre muitas valas, para o pútrido corpo enterrar

Que inda sorve muitas larvas da sujeira de teu dorso

Corvo ágil e passadiço, escorregando em tua lábia

Águia de bico recomeço, meio avesso aos conselhos de teu Pai (Ele).

Mas lá das trevas, ainda vem imensa luz

Pois olhastes em teu umbigo e descobriste átoma célula

Em respostas que há muito já postadas em teu colo ignorante

Aluno, meu aluno! Quanto amor ainda tenho que te dar

Para que entendas que este mundo é celular

Que este planeta de tamanha pequenez, nada fez

Para que tuas sujas mãos lhe matasse em proveito próprio

Quanto ódio vem jorrando de tua boca, com dentes de carne de comer?

Matando o corpo de muitos dos meus filhos

E dizendo ser em meu nome!? É teu “prazer”!

Simples como os Irmãos que Te mandei

Com missão de esclarecer e eliminar as amplas dualidades

Mas graças à tecnologia que inventaste, muitas aves sobrevoam lindo céu

Desabrochando lindas flores com o cheiro da verdade

E de tantas, mas de tantas ambiguidades, enfim nasceste

Para plantar em poucos seres a imensa e santa singularidade

E que hoje compreende em livre arbítrio, amor complexo, como dizes!

Simples, como os séculos recomeços,

Em nova terra que lhe dei para os teus erros compensar

Pois Amar, não é uma simples palavra, como queres entender

Ela é ritma unidade e imensa no universo que ainda pulsa

Desde teu corpo de animal estupefato até o nirvana

Que nada mais é do que outro patamar.

Simples como a Física Quântica de quantidade incomensurável

Sede insaciável, mas de educada espiadela que eu lhe pude agora dar

Energia que perceberás bem simples, como as plantas de plantar

Em patamares tão longínquos e ao mesmo tempo bem juntinhos

Dos teus olhos de escrever e bem embaixo da planta de teus pés

Simplesmente as tome como um aumento de salário

Dádiva oriunda das escolas de intrigante recomeço

Como se fosse uma iniciática amante saciada em educar

E te abrir energias tão pequenas, pois não podias enxergar

Plasma que de tanta alegoria te fará um dia vislumbrar,

Um Amor tão imenso e que agora Te presenteio em pequena fagulha

Parte de uma Quântica universal, que ainda não podes perceber

Mas fique firme, muito firme nas coisas que te revelo

Pois sei que um dia deixará de acreditar como criança na Fé cega

E que há muito vem cegando, mas foi mensagem de Mãe e de Pai palavra,

Ou a palavra que Eu podia naqueles dias revelar!

Sérgio Corrêa – 10/10/2010.


sábado, 9 de outubro de 2010

Para Refletir...




"... sábio, o eterno poeta, a nos fazer refletir..."
Leilah



segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Refletindo...




"E como a vida corre em estações ...
Sorria como se todos os dias fosse verão!
Se te agarras às alegrias,
o vento armazena os teus sorrisos
soltos para o inverno!”

Jeocaz Lee-Meddi

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Refletindo...

"Educar é um exercício de imortalidade.
De alguma forma continuamos a viver
Naqueles cujos olhos aprenderam
a ver o mundo
Pela magia da nossa palavra.
O professor, assim, não morre jamais...
Entendo assim
A tarefa primeira do educador:
Dar aos alunos a razão para viver”.

RUBEM ALVES


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Para Refletir...

“Uma coisa é por idéias arranjadas,
outra é lidar com país de pessoas,
de carne e sangue, de mil- e - tantas misérias...
Tanta gente - dá susto de saber - e nenhum
se sossega: todos nascendo, crescendo,
se casando, querendo colocação de emprego,
comida, saúde, riqueza,
ser importante, querendo chuva e negócios bons...”

Guimarães Rosa


refletindo...

"O amor de amigo diz: Se você precisar de algo, estou aqui.
O amor verdadeiro diz: Você nunca precisará de nada, pois estou aqui."

Provérbio Curdo


sábado, 18 de setembro de 2010

Minhas Composições...


Saudades...

Saudades de você,

Saudades de lhe ver,

De falar com você...

Hoje olhei para este céu maravilhoso

Com o sol brilhando

E fiquei lembrando de você...

Fiquei pensando:

“Como você está?”

Parece que foi ontem,

Tão perto, tão longe ao mesmo tempo,

Tempo...

Sentimento...

Tempo e saudades,

Tempo que não volta,

Tempo em que se gosta

De se olhar e

De ver...

Ah! Que saudades de você,

Saudades de olhar para você

De enxergar o mar

Através da janela do tempo

Por onde olho você neste momento...

Saudades...


Leilah

Set/2010


terça-feira, 7 de setembro de 2010

Refletindo a vida...



Na correria do cotidiano,
não olhamos para a vida a nossa volta...

Deus se expressa em cada centímetro de vida...
nas cores, nas formas...
é a renovação a cada instante
nos mostrando a vida efetivamente como ela é!


Fragmentos Poéticos...

"Há quem dê cores e luzes às palavras,

quem desenhe numa folha de papel

como acariciasse o corpo da sua amada,

quem escreva como sentisse

tocar as sensações do seu corpo,

quem escreva poemas delirantes depois do beijo...

num anseio de alcançar melodias

e canções repletas de ternura, com enlevo.

Também há quem não goste de poemas..."


S. Kremer, setembro/2010


sábado, 7 de agosto de 2010

Refletindo

Vi todas as coisas e

maravilhei-me de tudo,

Mas tudo ou sobrou ou foi pouco,

não sei qual, e eu sofri.

Eu vivi todas as emoções,

todos os pensamentos,

todos os gestos.

E fiquei tão triste como

se tivesse querido vivê-los

e não conseguisse.



Álvaro de Campos



quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Para Relfetir...




SOBRE A VELHICE – Rubem Alves


Por oposição aos gerontologistas, que analisam a velhice como um processo biológico, eu estou interessado na velhice como um acontecimento estético.

A velhice tem a sua beleza, que é a beleza do crepúsculo.

A juventude eterna, que é o padrão estético dominante em nossa sociedade, pertence à estética das manhãs.

As manhãs têm uma beleza única, que lhes é própria.

Mas o crepúsculo tem um outro tipo de beleza, totalmente diferente da beleza das manhãs.

A beleza do crepúsculo é tranquila, silenciosa – talvez solitária.

No crepúsculo tomamos consciência do tempo.

Nas manhãs o céu é como um mar azul, imóvel.

No crepúsculo as cores se põem em movimento: o azul vira verde, o verde vira amarelo, a amarelo vira abóbora, o abóbora vira vermelho, o vermelho vira roxo – tudo rapidamente.

Ao sentir a passagem do tempo nós apercebemos que é preciso viver o momento intensamente.

Tempus fugit – o tempo foge – portanto, carpe diem – colha o dia.

No crepúsculo sabemos que a noite está chegando.

Na velhice sabemos que a morte está chegando.

E isso nos torna mais sábios e nos faz degustar cada momento como uma alegria única.

Quem sabe que está vivendo a despedida olha para a vida com olhos mais ternos...

(Trecho extraido do texto Quarto de badulaques (XV) publicado no Correio Popular, 29/09/2002).


Espaço by Música




Ao longo da breve caminhada que fazemos, realizamos encontros e reencontros...
Muita vezes não percebemos aqueles que cruzam nosso caminho...
Muitas vezes esquecemos de que um dia já amamos e que continuaremos a amar...
sempre, o amor, só o amor tem a possibilidade de nos levar à evolução!
com o meu carinho de sempre,
Leilah.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Refletindo...

"Toda alma é uma música que toca".

Rubem Alves


Espaço by Curiosidades



No dia 03 de agosto se comemora todos os profissionais que dominam a técnica do tingimento, da lã, juta, algodão, seda etc. Essa arte é tão antiga quanto a humanidade, acredita-se que foi descoberta por acaso, talvez, por causa de alguma mancha acidental.

O certo é que a possibilidade de alterar as cores e brincar com seus matizes sempre aguçou a criatividade do ser humano. No Egito, há mais de seis mil anos antes de Cristo, as roupas tingidas pelas cores vibrantes eram privilégios dos faraós e sacerdotes, estabelecendo uma divisão de castas sociais.

As mulheres e homens usavam pinturas no rosto e nos cabelos, extraídas de raízes e cascas de árvores, misturadas com óleos e gorduras especiais que lhes davam consistência e durabilidade. Essas técnicas foram difundidas pelas margens do Nilo e ultrapassaram as fronteiras do continente, se mesclaram com às já conhecidas pelos outros nativos e assim foram disseminadas por todos os povos do mundo.

Sabemos também que através das combinações das cores e tipos de técnicas de tinturaria são reconhecias muitas civilizações e suas etnias. Esse dia foi escolhido para comemorar os tintureiros por ser o dia de sua padroeira, Santa Lídia, canonizada pelo papa Baronio em 1607. Ela foi uma das primeiras cristãs na Europa. Judia comerciante de púrpura, converteu-se ao cristianismo, batizada por São Paulo. Sua cidade, Tiatira, na Ásia, se notabilizou pelos famosos tecidos de púrpura e pela indústria de tinta de fios.

A evolução da humanidade trouxe modernidade às técnicas que foram adaptadas à novos processos industriais. A partir do início deste século, devido a maior facilidade, tempo e menor custo no tingimento químico, foram introduzidos os corantes sintéticos, que praticamente substituíram os tingimentos com corantes naturais.

Os profissionais técnicos das várias seções produtivas da indústria da tinturaria são: encarregados, quadros médios, chefes-de-turno e técnicos de laboratório. Têm formação acadêmica, com conhecimentos específicos e complementares na área de tinturaria de fio, aprofundando conceitos que lhes permitem relacionar o tipo de bobinagem, maquinaria utilizada e processo de tingimento com a fibra a tingir.

Atualmente o processo industrial de tingimento é oferecido pelas compactas "Lavanderias/Tinturarias" que reciclam roupas usadas e à preços acessíveis à população. Nesse caso o tingimento é feito através de sistema moderno com máquinas desenvolvidas especialmente para este fim, oferecendo um resultado de alta qualidade e confiabilidade. No caso do jeans, por exemplo, após um processo especial, ele poderá receber uma das trinta cores do mostruário que a pessoa pode optar.

O resultado final é de uma peça impecável de visual novo e a um preço até cinco vezes menor de um jeans novo de marca. Os donos desses pequenos estabelecimentos são os vanguardistas dos primeiros tintureiros, e recebem as homenagens hoje também.


Fonte: www.trabalhonota10.com.br


sexta-feira, 30 de julho de 2010

Refletindo a Vida...




EQUACIONANDO O PROBLEMA MATEMÁTICO DA IDADE:


Idade+Alegria no dia-a-dia+Maturidade+Saúde+Serenidade = FELICIDADE.

Felicidade pelas cidades em que atravessas, num mergulho num mundo as avessas.

A idade vai chegando ao tempo em que a beleza interior não cessa.

Felicidade é algo que significa presença viva, gente querida em tua lida.

Na medida em que te preenches de entusiasmo com a própria vida.

Felicidade crescendo além da tua idade e as pessoas encantadas, sentindo-se por ela imensamente contagiadas.

Felicidade alicerçando lentamente através da idade a majestosa maturidade.

Felicidade estruturando suavemente a encantadora e sóbria serenidade.

Felicidade na felicidade do outro,

Felicidade contribuindo para nós outros.

Felicidade que nos coloca em unidade com um Deus único de grandiosa bondade.

Felicidade que nos coloca além da singularidade de qualquer idade.


José G S. Filho


Imagem:
Darci e Cleide, saudades eternas, sogros queridos.


Fragmentos Poéticos...

"Não importa se a estação do ano muda...

Se o século vira, se o milênio é outro.

Se a idade aumenta...

Conserva a vontade de viver,

Não se chega a parte alguma sem ela."


Fernando Pessoa



quinta-feira, 29 de julho de 2010

Refletindo...




Extraído do documentário JANELA DA ALMA de João Jardim e Walter

Carvalho (Brasil, 2001).



"Eu não quero dizer que cada um é conforme nasce - não vou a esse ponto.

Mas, talvez devêssemos ponderar por que algumas pessoas resistem ao comportamento digamos universal - o modo de comportasse mais geral - e outras não?

Por que algumas pessoas mantêm uma atitude crítica em relação às coisas?

Por que algumas pessoas acham que não é por fato das coisas serem novas ou modernas que elas são necessariamente boas?

Isto não é defender o antigo... é simplesmente considerar que não tem nenhuma razão para acreditar que no momento em que estou a viver é o momento em que todas as coisas que se estão a fazer - as de agora e as que vão ter efeitos no futuro - são as únicas e as melhores que poderiam estar a ser feitas e a ser pensadas, imaginadas e aplicadas.

Não tenho qualquer razão para isso, pelo contrário, tenho muitas razões que me dizem que nos tomamos por um caminho errado."


Por JOSÉ SARAMAGO





segunda-feira, 26 de julho de 2010

Refletindo...

"O homem que antes, poeta, endeusava os seus sentimentos e os adorava, jogou fora os sentimentos, obstáculo não só inútil, mas também danoso, e tendo se transformado em sábio e ilustre, pôs-se a fabricar de ferro, de aço, as suas divindades e delas tornou-se servo e escravo."


(Pirandelo,1990:20)



sábado, 24 de julho de 2010

História do Queijo



A arte da fabricação de queijos tem seu início perdido num passado remotíssimo, nada menos do que há 12 mil anos antes do nascimento de Cristo, num período conhecido como paleolítico superior. Segundo a lenda, o queijo teria sido descoberto por um dos filhos de Apolo, Aristeu, Rei da Arcádia.


O queijo primitivo era apenas o leite coagulado, desprovido de soro e salgado. A partir da Idade Média, a fabricação de queijos finos ficaria restrita aos mosteiros católicos, com novas receitas desenvolvidas por seus monges. A técnica de produção queijeira modernizou-se no decorrer do tempo. Utilizam-se, em alguns queijos, esporos de fungos n' água e adicionados ao leite.


Os egípcios estão entre os primeiros povos que cuidaram do gado e tiveram, no leite e no queijo, fonte importante de sua alimentação. Isso foi possível porque o fértil vale do Nilo possuía pastagens cheias de gado . Tão importante era o bovino para os egípcios que a simbologia desse povo eternizou sua importância colocando chifres de vaca sobre a cabeça da deusa Hathor. Queijos feitos de leite de vaca, de cabra e de ovelha também foram encontrados em muitas tumbas egípcias.


Passagens bíblicas registram o queijo como um dos alimentos da época. Na Europa, os gregos foram os primeiros a adotá-lo em seus cardápios, feito exclusivamente com leite de cabras e de ovelhas, animais que criavam. Entretanto, os romanos foram os responsáveis pela maior divulgação dos queijos pelo mundo. Na expansão de seu Império eles levaram vários tipos à Roma.


Elevaram o nível do queijo, transformando-o de simples alimento para uma iguaria indispensável nas refeições dos nobres e em grandes banquetes imperiais. Os romanos apreciavam o queijo, do qual fabricavam inúmeras variedades e cujas virtudes conheciam, pois utilizavam-no na alimentação dos soldados e atletas.


Com uma relação profunda com a mitologia e as divindades, o leite e o queijo tiveram maior abrangência na antiga Suméria, passando pelas civilizações Babilônica e Hebraica, e acabando na Antiga Grécia e na civilização romana. Na Idade Média os queijos atingiram um dos pontos mais altos no que se refere à higiene. Certas ordens religiosas ganharam reputação por causa da qualidade dos seus queijos, devido às rígidas regras de higiene em sua manufatura. Tanto que o nome queijo deriva do termo medieval formatium, ou “queijo colocado na forma”.


Com o advento das feiras e mercados nos séculos XIV e XV, algumas queijarias de regiões remotas ficaram mais visadas. No século XIX aconteceu o grande boom no consumo do queijo, afinal, a sua produção que era artesanal passou para a ordem industrial. Paralelamente, um fato também encorpou essa virada: a pasteurização.


Ao longo dos tempos, o queijo evoluiu até os que conhecemos hoje. E se tornou um produto de consumo de eleição com apreciadores espalhados pelos quatro cantos do mundo. Esse alimento nada mais é do que um derivado do leite concentrado através da coagulação e da eliminação da parte líquida (soro). Esses processos de coagulação e de eliminação do soro se convertem, assim, nas fases que caracterizam a produção de todas as variedades de queijo.


Apreciado desde a pré-história, o queijo é um dos alimentos mais ricos e saborosos jamais fabricados pelo Homem. Os Nómadas encontravam nele uma segura fonte de nutrientes; Gregos e Romanos deram-lhe lugar de destaque; na Europa medieval foram desenvolvidos métodos de fabrico e formas de conservação. Hoje, são conhecidas mais de 400 espécies de queijo.


A riqueza nutritiva do queijo e o seu sabor forte deram-lhe a preferência dos homens, ainda na era neolítica. A descoberta da ordenha foi fundamental para a obtenção de um alimento que pudesse viajar com as tribos nómadas. Mas mesmo assim o leite estragava-se com facilidade. Nas suas viagens, os primeiros homens terão percebido que, agitando o leite que transportavam em bolsas fabricadas com o tecido estomacal dos animais, ele se transformava numa pasta mais sólida, devido às suas propriedades coagulantes do coalho. Terão começado, assim, a bater o leite com ramos, a espremê-lo em cima de pedras e a deixá-lo secar ao sol, para a obtenção do precioso queijo. Há mesmo quem defenda que o queijo terá sido inventado antes da manteiga.


Na Suméria e Babilónia o queijo já era um alimento conhecido. Também o referem testemunhos dos egípcios, hebreus e caldeus. Nos banquetes das antigas Grécia e Roma, os queijos eram apreciados pelas classes privilegiadas, que, na ânsia de provar sabores diferentes, começaram a introduzir ervas aromáticas no processo de confecção. São conhecidas receitas gregas de bolos à base de queijo de cabra e de ovelha.


O romano Columelo, apreciador da boa mesa, noticia o fabrico do queijo num tratado de gastronomia datado do séc. I a.C. Por esta altura, tinha sido descoberta a prensa, que permitia obter queijos de pasta comprimida. Foi com os romanos que se desenvolveu o comércio do queijo. Roma importava queijo de locais tão distantes como a Suiça e a Sabóia, tendo introduzido, provavelmente através dos seus soldados, o fabrico do queijo em todos os recantos do Império, incluindo a Lusitânia.


No séc. VIII, Carlos Magno descobriu os queijos com manchas esverdeadas antepassados do Roquefort, durante uma viagem a Rueil-en-Brie.


Ao longo dos séculos, os Mosteiros Medievais desenvolveram as técnicas de transformação de leite em queijo. Algumas ordens religiosas ganharam fama devido à qualidade dos seus queijos, fruto das rígidas regras de higiene a que obedecia a sua confecção. Os monges mostraram aos camponeses como manter os animais saudáveis, ensinaram-lhes a conservar o leite e a curar o queijo. Durante a Idade Média terão nascido as especialidades regionais que ainda hoje fazem as delícias de qualquer bom gourmet.


Com o advento das feiras e mercados nos séculos XIV e XV, algumas queijarias de regiões remotas ficaram mais visadas. No século XIX aconteceu o grande boom no consumo do queijo, afinal, a sua produção que era artesanal passou para a ordem industrial. Paralelamente, um fato também encorpou essa virada: a pasteurização.


Ao longo dos tempos, o queijo evoluiu até os que conhecemos hoje. E se tornou um produto de consumo de eleição com apreciadores espalhados pelos quatro cantos do mundo. Esse alimento nada mais é do que um derivado do leite concentrado através da coagulação e da eliminação da parte líquida (soro). Esses processos de coagulação e de eliminação do soro se convertem, assim, nas fases que caracterizam a produção de todas as variedades de queijo.


És forte porque estás próximo

da origem da criatura.

És nutritivo porque mantens

o melhor do leite.

És quente, porque és gordo..."

Hipócrates - 450 a.C.


Para aproveitar todo o sabor do queijo é importante alguns cuidados na compra, na manipulação e no armazenamento, mas o principal é conhecer cada um deles. E para conhecer é preciso experimentar.


Qualquer que seja o tipo de queijo, a matéria-prima é uma só: o leite, que pode ser de vaca, de ovelha, de cabra e de búfala.

Como acontece com os vinhos, as condições climáticas e geológicas têm influência no sabor e no estilo do queijo, já que determinam a forma como o animal é criado e alimentado.

Assim, seu leite terá características específicas e irá determinar o sabor final do queijo.


A quantidade de gordura do leite, integral, semidesnatado, desnatado ou enriquecido com nata, resulta em diferentes tipos de queijo.

Em alguns casos se usa o leite cru, não-pasteurizado (cada vez menos comum), como no caso do queijo Taleggio do norte da Itália e a mistura de diferentes tipos de leite; de cabra, vaca e ovelha.


A quantidade de água que se elimina no processo de produção do queijo determina a maciez, o tipo de casca e o mofo que irá se desenvolver no queijo. A casca é um dos primeiros aspectos a se avaliar em um queijo.


COMO COMPRAR

Em algumas lojas especializadas se pode contar com a ajuda de funcionários com conhecimento, que dão boas sugestões mas quando você entra no supermercado e se depara com uma grande quantidade de queijos, a escolha pode ser mais complicada.


Em caso de dúvida, procure experimentar o queijo antes de comprá-lo. Como acontece com outros produtos, verifique a data de validade, o aspecto e os cuidados com a temperatura à qual o queijo se encontra fato que pode alterar o processo de maturação.


COMO CONSERVAR

Preste atenção na temperatura e verifique sempre se o queijo mantém suas características durante o armazenamento.

Os queijos de massa dura devem ser envolvidos individualmente em filme plástico ou papel-alumínio, neste caso, faça alguns furos com um garfo para que o queijo possa respirar e não ressequem.


Os queijos de massa macia como Brie e Camembert devem ser mantidos no próprio papel da embalagem, que já é especial para sua conservação e guardados na geladeira, assim como os frescos e fundidos.

Os que apresentam mofo interno (os azuis) devem ser envolvidos em papel-alumínio.


Para conservar queijos duros por pouco tempo, deixe-os em uma queijeira,com base de madeira e tampa de vidro, que não feche hermeticamente, permitindo que os queijos respirem.



Fonte: spg.sapo.pt