... é uma forma encontrada para compartilhar a visão que faço do mundo, das pessoas e das coisas a minha volta, e principalmente, da tentativa de se resgatar a energia vital que cada um tem dentro de si, a fim de que possamos construir a vida, com inspirações que mobilize em cada um a coragem de experimentar, de se motivar a viver com paixão e determinação os projetos de vida!

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domingo, 14 de agosto de 2011

PAI...

Meu Pai, lhe agradeço de coração por sua firmeza que me fortaleceram na mulher corajosa e persistente que hoje sou!
Te Amo!
Leilah



quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Para Relfetir...




SOBRE A VELHICE – Rubem Alves


Por oposição aos gerontologistas, que analisam a velhice como um processo biológico, eu estou interessado na velhice como um acontecimento estético.

A velhice tem a sua beleza, que é a beleza do crepúsculo.

A juventude eterna, que é o padrão estético dominante em nossa sociedade, pertence à estética das manhãs.

As manhãs têm uma beleza única, que lhes é própria.

Mas o crepúsculo tem um outro tipo de beleza, totalmente diferente da beleza das manhãs.

A beleza do crepúsculo é tranquila, silenciosa – talvez solitária.

No crepúsculo tomamos consciência do tempo.

Nas manhãs o céu é como um mar azul, imóvel.

No crepúsculo as cores se põem em movimento: o azul vira verde, o verde vira amarelo, a amarelo vira abóbora, o abóbora vira vermelho, o vermelho vira roxo – tudo rapidamente.

Ao sentir a passagem do tempo nós apercebemos que é preciso viver o momento intensamente.

Tempus fugit – o tempo foge – portanto, carpe diem – colha o dia.

No crepúsculo sabemos que a noite está chegando.

Na velhice sabemos que a morte está chegando.

E isso nos torna mais sábios e nos faz degustar cada momento como uma alegria única.

Quem sabe que está vivendo a despedida olha para a vida com olhos mais ternos...

(Trecho extraido do texto Quarto de badulaques (XV) publicado no Correio Popular, 29/09/2002).


sábado, 11 de agosto de 2007

Para meu pai...



Meu Velho
Altemar Dutra


É um bom tipo, meu velho
Que anda só e carregando
Sua tristeza infinita
De tanto seguir andando
Eu o estudo desde longe
Porque somos diferentes
Ele cresceu com os tempos
Do respeito e dos mais crentes
Velho meu querido velho
Agora caminha lento
Como perdoando o vento
Eu sou teu sangue meu velho
Teu silêncio e o teu tempo
Seus olhos são tão serenos
Sua figura é cansada
Pela idade foi vencido
Mas caminha sua estrada
Eu vivo os dias de hoje
Em ti o passado lembra
Só a dor e o sofrimento
Tem sua história sem tempo
Velho meu querido velho
Agora caminha lento
Como perdoando o vento
Eu sou teu sangue meu velho
Teu silêncio e o teu tempo
Velho meu querido velho
Eu sou teu sangue meu velho
Teu silêncio e o teu tempo
Velho meu querido velho...


Cresci, ouvindo meu querido Pai cantar essa música,
e mesmo quando pequena ao ouví-la,
sentia uma grande emoção e não conseguia conter as lágrimas...
com o passar do tempo, fui entendendo a letra, cada vez mais...
e ainda, hoje, me emociono demais ao ouvir e perceber que é a realidade pura...
meu querido Pai, aos setenta anos, ainda canta e é impossivel não chorar,
ao ouví-lo cantar e vê-lo de cabelos brancos,
teus olhos serenos, tua figura cansada, andando lento,
"somos tão diferentes, mas sou teu sangue, meu velho..."
meu Pai foi amigo de Altemar Dutra, não cheguei vê-los pessoalmente juntos cantando, pois ainda não havia nascido, mas sei da grande amizade que os uniu e de como gostavam de cantar as músicas daquela época...
por vários motivos escolhi esta letra
em comemoração ao Dia dos Pais,
à você meu amado Pai, com todo o meu amor, que você com sua sensibilidade construiu em mim, o meu carinho,
Te amo muito, Pai!
Leila