... é uma forma encontrada para compartilhar a visão que faço do mundo, das pessoas e das coisas a minha volta, e principalmente, da tentativa de se resgatar a energia vital que cada um tem dentro de si, a fim de que possamos construir a vida, com inspirações que mobilize em cada um a coragem de experimentar, de se motivar a viver com paixão e determinação os projetos de vida!

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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Fragmentos Poéticos






"Ela foi encontrada!
Quem? A eternidade.
É o mar misturado
Ao sol.

Minha alma imortal,

Cumpre a tua jura
Seja o sol estival
Ou a noite pura.

Pois tu me liberas

Das humanas quimeras,
Dos anseios vãos!
Tu voas então...

— Jamais a esperança.

Sem movimento.
Ciência e paciência,
O suplício é lento.

Que venha a manhã,

Com brasas de satã,
O dever
É vosso ardor.

Ela foi encontrada!

Quem? A eternidade.
É o mar misturado
Ao sol."

Arthur Rimbaud








sábado, 6 de outubro de 2012

Homenagem...

Centenário da Poetisa Paranaense




“Quem, entre os jovens, acreditará que fomos jovens também?”. 
A pequena estrofe que encerra o poema “Levam o Amanhecer”, da curitibana de sangue ucraniano Helena Kolody, parece antever a percepção de seus leitores sobre sua pessoa. 
Assim como o gaúcho Mário Quintana, por vezes considerado seu equivalente, pela candura de seus textos, Helena passa a impressão de ter sido a vida toda a simpática e doce senhorinha que arregimentava admiradores por onde passava. 
“Seus olhos transparentes e seu sorriso largo atraíam as pessoas como a um ímã”, lembra a escritora Adélia Maria Woellner, que conviveu com Helena desde a década de 1980, quando a “padroeira da poesia em Curitiba”, como escreveu o colega Paulo Leminski, ingressou na Academia Paranaense de Letras, até seu falecimento, em 2004. 
(Gazeta do Povo)


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Fragmentos Poéticos...


De que são feitos os dias?

De que são feitos os dias?
- De pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.

Entre mágoas sombrias,
momentâneos lampejos:
vagas felicidades,
inatuais esperanças.

De loucuras, de crimes,
de pecados, de glórias
- do medo que encadeia
todas essas mudanças.

Dentro deles vivemos,
dentro deles choramos,
em duros desenlaces
e em sinistras alianças...

Cecília Meireles


sábado, 9 de outubro de 2010

Para Refletir...




"... sábio, o eterno poeta, a nos fazer refletir..."
Leilah



terça-feira, 7 de setembro de 2010

Fragmentos Poéticos...

"Há quem dê cores e luzes às palavras,

quem desenhe numa folha de papel

como acariciasse o corpo da sua amada,

quem escreva como sentisse

tocar as sensações do seu corpo,

quem escreva poemas delirantes depois do beijo...

num anseio de alcançar melodias

e canções repletas de ternura, com enlevo.

Também há quem não goste de poemas..."


S. Kremer, setembro/2010


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Espaço by Poesia

OH OS BELOS DIAS

No dorso da água voraz e abrupta
A mulher acena e se precipita
No desenho de um paraíso despovoado
Arco-íris a riscar o céu plúmbeo

Negro poço dos belos dias

A matéria bruta das mãos
Enfim acena e se agita
Mas não se sabe se canta
Ou se grita os versos desta canção

Talvez escreva um poema
Os dedos a unhar o coração

Fundo poço dos belos dias

Ela desliza sobre a crista
A flutuar na suja espuma
As mãos em chamas a clamar
Enquanto rabisco seu nome

Negro poço do meu soneto
Em que se consome
Quem há pouco escavava
O abismo dos belos dias

Um dos poemas inéditos de Ariosto Teixeira, neste Espaço By Poesia ao poeta que hoje nos deixa.

Fonte: http://www.antoniomiranda.com.br/



quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Refletindo...

“E deixemos de coisa, cuidemos da vida, pois se não chega a morte ou coisa parecida, e nos arrasta moço, sem ter visto a vida.”

Cecília Meireles


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Espaço by Amigos


Novo amanhecer


A vida escorre devagar

Todos os dias, nos...

sedentos de tudo

sem saber o que,

corremos muito.

Poucas vezes percebemos

o esplendor de o novo amanhecer.


Quando em um momento

Especial, paramos, olhamos

com percepção, a vida adquire

Cor, Sabor, Emoção,

descobrimos que em nos

Há uma mina de Amor.


Chegou a hora de viver

sem pressa, de contemplar

os segundos, acariciar os minutos,

olhar de longe os anos passando.

E em rede de bem estar, embalar

nosso conquistado, novo amanhecer


14/01/2010

Monica Puccinelli

Curitiba PR Brasil


Muito sensível e sábia a reflexão da minha amada Monica, o recado é viver a vida com amor e alegria! Com o meu carinho de sempre,

Leilah.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Espaço by Poesia



“Dentre todas as Almas já criadas -

Uma - foi minha escolha -

Quando Alma e Essência - se esvaírem -

E a Mentira - se for -


Quando o que é - e o que já foi - ao lado -

Intrínsecos - ficarem -

E o Drama efêmero do corpo -

Como Areia - escoar -


Quando as Fidalgas Faces se mostrarem -

E a Neblina - fundir-se -

Eis - entre as lápides de Barro -

O Átomo que eu quis!”


(Tradução: José Lira)


Emily Dickinson (Amherst, Massachusetts; Estados Unidos; 10 de Dezembro de 1830 - 15 de maio de 1886) foi uma poetisa americana.

Nasceu numa casa cujo nome era "The Homestead", construída pelos avós Samuel Fowler Dickinson e Lucretia Gunn Dickinson, no ano de 1813. Samuel Fowler era advogado e foi um dos principais fundadores do Amherst College. Era a segunda filha de Edward e Emily Norcross Dickinson.

Proveniente de uma família abastada, Emily teve formação escolar irrepreensível, chegando a cursar durante um ano o South Hadley Female Seminary. Abandonou o seminário após se recusar, publicamente, a declarar sua fé.

Quando findou os estudos, Emily retornou à casa dos pais para deles cuidar, juntamente com a irmã Lavínia que, como ela, nunca se casou.

Em torno de Emily, construiu-se o mito acerca de sua personalidade solitária. Tanto que a denominavam de a “Grande Reclusa”. É importante que se diga, que este comportamento de Emily coadunava-se com o modelo de conduta feminina que era apregoado no Massachusetts de Oitocentos.

Emily, em raros momentos, deixou sua vida reclusa, tanto que em toda sua vida, apenas fez viagens para a Filadélfia para tratar de problemas de visão, uma para Washington e Boston. Foi numa destas viagens que Emily conheceu dois homens que teriam marcada influência em sua vida e inspiração poética: Charles Wadsworth e Thomas Wentworth Higginson.

Quase tudo que se sabe sobre a vida de Emily Dickinson tem como fonte as correspondências que ela manteve com algumas pessoas. Nestas cartas, além de tecer comentários sobre o seu cotidiano, havia também alguns poemas.

Foi somente em torno do ano de 1858 que Emily deu início a confecção dos «fascicles» (livros manuscritos com suas composições) , produzidos e encadernados à mão.

É intensa a sua produção de 1860 até 1870, quando compôs centenas de poemas por ano. Em 1862, envia quatro poemas ao crítico Thomas Higginson que, não compreendendo inteiramente sua poesia, a desaconselha de publicá-los.

A partir de 1864, surpreendida por problemas de visão, arrefece um pouco o ritmo de sua escrita. Uma curiosidade na obra de Emily Dickinson é que apesar de ter escrito em torno de 1800 poemas e quase 1000 cartas, ela não chegou a publicar nenhum livro de versos, enquanto viveu. Os registros que se tem, é que apenas anonimamente, publicou alguns poemas.

Toda a sua obra foi editada postumamente, sendo reconhecida e aclamada pelos críticos.

Emily faleceu em 15 de maio de 1886 em Amherst, Massachusetts.

A edição crítica completa, organizada por Thomas H. Johnson, contando com 1775 poemas, ocorreu apenas em 1955, após seu acervo ter sido transferido para a Universidade de Harvard. Posteriormente acrescida de outros poemas, em 1999, surge outra edição, organizada por R. W. Franklin, com 1789 poemas.

Atualmente a casa, onde ela nasceu e viveu, "The Homestead" é aberta para visitação no período de Março a Dezembro.

Emily Dickinson, em toda sua vida, não publicou mais do que dez poemas, algumas vezes anonimamente, e teve sua numerosa obra reconhecida só após a morte. Sua vida discreta e misteriosa desafia até hoje os estudiosos de sua obra. Sua poesia possui uma liberdade sintática única, é densa e paradoxal como sua vida. Em sua enigmática literatura, criou um idioma poético próprio, desprezando as fórmulas ou a regularidade convencional.

Augusto de Campos, na tradução que preparou para a edição de 2007, publicada pela Unicamp, observa: “Cruzam-se em sua poesia os traços de um panteísmo espiritualizado, de uma solidão-solitude, ora serena ora desesperada, e de uma visão abismal do universo e do ser humano. Micro e macrocosmo compactados em aforismos poéticos".


Fontes:

http://pt.wikipedia.org

http://www.releituras.com/

http://www.algumapoesia.com.br/

http://www.germinaliteratura.com.br/

http://www.ibilce.unesp.br/


quinta-feira, 16 de abril de 2009

Espaço by Poesia




Morena linda e maravilhosa
com sua boca macia,
seus olhos de jabuticaba e

seus cabelos sedosos.
A morena com quem sempre sonhei e,

DEUS me agraciou com a sua presença.

Morena, luz, das minhas trevas,
Acalanto, do meu sofrer,
Paz, da minha ira,
Razão, no meu desespero,

Ah, morena, que seus olhos, me enfeitiçam,
Seu perfume, meu desejo,
Sua boca, me seduz,

Ah, morena, que a paz tanto me traz...
quantas estrelas há no céu...
Seu olhar, me desatina,

ao olhar pros olhos teus.

Ah, morena, sem você não posso mais,
sem você é escuridão,
sem você é o silêncio eterno,
sem você é sofreguidão,

Ah, morena,
eu te amo com a minha alma,
eu te amo de coração
Ah minha morena para você,

com o meu amor!



Ivan Piccolo

Abril/2009






quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Espaço by Amigos


POESIA

Poesia é dor,
Poesia é amor,
Poesia é um momento,
Poesia é um sentimento,
É inspiração,
De dentro do coração,
São simples idéias, são grandes lamentos,
Tempestades e ventos,
Emoções e criações.
De A a Z, nascem infinitas poesias,
É só querer fazer,
Imaginar
E criar.


Tatiana Carolina*

05/09/2007


*a mais nova revelação da poesia, uma das minhas poetisas preferidas e além do mais, minha amiga.



sábado, 9 de junho de 2007

Fragmentos Poéticos...



O AMOR...


Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?