domingo, 31 de julho de 2011
Refletindo...
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Espaço Modernidade

Velocidade do tempo
O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo. Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sangüínea. Então... quando tempo suficiente houver passado, você perderá completamente a noção das horas, dos dias... ou anos.
Estou exagerando para efeito didático, mas em essência é o que ocorreria. Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol. Se alguém tirar estes sinais sensoriais da nossa vida, simplesmente perdemos a noção da passagem do tempo.
Por isso, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. É quando você se sente mais vivo. Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e "apagando" as experiências duplicadas. Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.
Quando começamos a dirigir, tudo parece muito complicado, o câmbio, os espelhos, os outros veículos... nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular (proibido no Brasil), ao mesmo tempo. E você usa apenas uma pequena "área" da atenção para isso.
Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência). Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa... são apagados de sua noção de passagem do tempo... Porque estou explicando isso? Que relação tem isso com a aparente aceleração do tempo? Tudo.
Veja, quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo. Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a... r-o-t-i-n-a.
Fonte: Newsletter “Bom Dia”
terça-feira, 26 de julho de 2011
Espaço by Música
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Para Refletir...

Espaço Educação
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Refletindo...
"Procuro-me no passado e outrem me vejo:
Espaço Educação

segunda-feira, 11 de julho de 2011
Refletindo...
“Se não morre aquele que planta uma árvore
Fragmentos Poéticos...

Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um
cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os
móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras
e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições
fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca
ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.
Para Refletir...
"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível."
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Para Refletir...
domingo, 3 de julho de 2011
Refletindo...
Fragmentos Poéticos...
DOCE DE ALIVIO
A vida é um estado de Espírito
Mas ultimamente o Espírito tem estado finito
Premido por abalos incontestes
Cujos testes de maneira abrangentes
Mas recentemente percebi na esquina
Uma rima doce de alívio
Era um corpo estendido e rijo
De sereno semblante parindo plasmamente
Que pena, muitos livros abriram caminhos
E aos poucos absorvem a qualidade das letras
Mesmo que o desencarne de estalido iletrado
Alma se refrescando em páginas literais
A vida é a morte de andarilho
Sobre a rima poética vazia
Desvairada de memórias de passado
A procura de um cristal brilhante
Dançamos músicas inebriadas
Que são ensaiadas nos poços vadios
E recalcitrados nas diversas moradas
Enamoradas de morridas parciais da mente
Ontem na esquina madrugada
Um fogo ardia a fria noite
E sentia o cheiro da chama na carne
Que resumia a andarilha indigente.
Reluzindo uma luz de dor, varrendo um pouco da escuridão
Como se uma canção subisse aos céus, oriunda do poço escuro
Lastreado pelo amor solícito e angustiado
Pelo Logos ali contido à procura da luz imanente.quarta-feira, 29 de junho de 2011
Refletindo...
Fragmentos Poéticos...

‘A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo,pois a única falta que terá,será desse tempo que infelizmente não voltará mais.’
domingo, 26 de junho de 2011
Para Refletir...

Uma formiga me levou a orar!
Outro dia, vi uma formiga que carregava uma enorme folha.
A formiga era pequena e a folha devia ter, no mínimo, dez vezes o tamanho dela.
A formiga a carregava com sacrifício.
Ora a arrastava, ora a tinha sobre a cabeça.
Quando o vento batia, a folha tombava, fazendo cair também à formiga. Foram muitos os tropeços, mas nem por isso a formiga desanimou de sua tarefa.
Eu a observei e acompanhei, até que chegou próximo de um buraco, que devia ser a porta de sua casa.
Foi quando pensei:
- "Até que enfim ela terminou seu empreendimento".
- Ilusão minha. Na verdade, havia apenas terminado uma etapa.
A folha era muito maior do que a boca do buraco, o que fez com que a formiga a deixasse do lado de fora para, então, entrar sozinha.
Foi aí que disse a mim mesmo:
-"Coitada, tanto sacrifício para nada."
Lembrei-me ainda do ditado popular:
"Nadou, nadou e morreu na praia."
Mas a pequena formiga me surpreendeu.
Do buraco saíram outras formigas, que começaram a cortar a folha
em pequenos pedaços. Elas pareciam alegres na tarefa.
Em pouco tempo, a grande folha havia desaparecido, dando lugar a pequenos pedaços e eles estavam todos dentro do buraco.
Imediatamente me peguei pensando em minhas experiências.
Quantas vezes desanimei diante do tamanho das tarefas ou dificuldades?
Talvez, se a formiga tivesse olhado para o tamanho da folha, nem mesmo teria começado a carregá-la.
Invejei a persistência, a força daquela formiguinha.
Naturalmente, transformei minha reflexão em oração e pedi ao Senhor:
-Que me desse à tenacidade daquela formiga, para "carregar" as dificuldades do dia-a-dia. Que me desse à perseverança da formiga, para não desanimar diante das quedas. Que eu pudesse ter a inteligência, a esperteza dela, para dividir em pedaços o fardo que, às vezes, se apresenta grande demais. Que eu tivesse a humildade para partilhar com os outros o êxito da chegada, mesmo que o trajeto tivesse sido solitário. Pedi ao Senhor a graça de, como aquela formiga, não desistir da caminhada, mesmo quando os ventos contrários me fazem virar de cabeça para baixo; mesmo quando, pelo tamanho da carga, não consigo ver com nitidez o caminho a percorrer.
A alegria dos filhotes que, provavelmente, esperavam lá dentro pelo alimento, fez aquela formiga esquecer e superar todas as adversidades da estrada.
Após meu encontro com aquela formiga, saí mais fortalecido em minha caminhada.
Agradeci ao Senhor por ter colocado aquela formiga em meu caminho ou por me ter feito passar pelo caminho dela!
Sonhos não morrem, apenas adormecem na alma da gente.
TEXTO: Ninon Rose Hawryliszyn e Silva - BH/MG
Refletindo...
“Utilizando-nos de um recurso metafórico evocativo do processo dinâmico da existência, acreditamos que podemos dizer que resiliência é uma dança bem sucedida na música da vida. Não uma dança com bailarinos solitários: ela pede parcerias, empatia, encontros. Ela fala de amor.”
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Espaço by Música
Macaco é uma banda musical originária de Barcelona, Espanha, formada em 1997. Os membros da banda são originários de diferentes países como o Brasil, Camarões, Venezuela e Espanha que dá a sua música uma mistura de diferentes sonoridades como música electrónica, música latina e rumba. A banda canta principalmente em espanhol, mas também canta em português, francês, inglês, italiano e catalão.
Moving
Macaco
"La ley universal de la locomocion no puede fallar en este momento."
Moving, all the people moving, one move for just one dream
We see moving, all the people moving, one move for just one dream
Tiempos de pequeños movimientos,movimientos en reacción
Una gota junto a otra hace oleajes, luego mares y océanos
Nunca una ley fue tan simple y clara: acción, reacción, repercusión
Murmullos se unen forman gritos, juntos somos evolución
Moving, all the people moving, one move for just one dream
We see moving, all the people moving, one move for just one dream
Escucha la llamada de "Mama Tierra", cuna de la creación
Su palabra es nuestra palabra, su "quejío" nuestra voz
Si en lo pequeño está la fuerza, si hacia lo simple anda la destreza
Volver al origen no es retroceder, quizás sea andar hacia el saber
Moving, all the people moving, one move for just one dream
We see moving, all the people moving, one move for just one dream
This is the life (life) fest (fest), under your feet
This is the life (life) fest (fest), under your feet
This is the...
Moving, all the people moving,
one move for just one dream
We see moving, all the people moving,
one move for just one dream
TRADUÇÃO
Em movimento
Macaco
"A lei universal de locomoção não pode falhar desta vez".
Em movimento, todas as pessoas em movimento, um movimento para apenas um sonho
Nós vemos em movimento, todas as pessoas em movimento, um movimento para apenas um sonho
Times de pequenos movimentos, movimentos em reação
Uma gota ao lado do outro faz com que as ondas após mares e oceanos
A lei nunca foi tão simples e clara: ação, reação, o impacto
Murmúrios estão gritando participar, juntos, estão mudando
Em movimento, todas as pessoas em movimento, um movimento para apenas um sonho
Nós vemos em movimento, todas as pessoas em movimento, um movimento para apenas um sonho
Atendendo a chamada "Mama Terra", o berço da criação
Sua palavra é a nossa palavra, o seu "lamento" a nossa voz
Se for pequena força, se a pé para a habilidade simples
De volta para casa não é para trás, você pode caminhar para o conhecimento
Em movimento, todas as pessoas em movimento, um movimento para apenas um sonho
Nós vemos em movimento, todas as pessoas em movimento, um movimento para apenas um sonho
Esta é a vida (vida) fest (festa), sob seus pés
Esta é a vida (vida) fest (festa), sob seus pés
Este é o ...
Em movimento, mover todas as pessoas,
um movimento para apenas um sonho
Nós vemos em movimento, todas as pessoas que se deslocam,
um movimento para apenas um sonho
Fonte: http://www.vagalume.com.br/
domingo, 19 de junho de 2011
Refletindo...
domingo, 12 de junho de 2011
Espaço by Música
Look of Love
a look your smile can't disguise
the look of love
is saying so much more than just words could ever say
and what my heart has heard, well it takes my breath away
I can hardly wait to hold you, feel my arms around you
how long I have waited
waited just to love you, now that I have found you
don't ever go
You've got the
Look of love, it's on your face
a look that time can't erase
be mine tonight
let this be just the start of so many nights like this
let's take a lover's vow and then seal it with a kiss
I can hardly wait to hold you, feel my arms around you
how long I have waited
waited just to love you, now that I have found you
don't ever go
don't ever go
I love you so
Fonte: http://www.vagalume.com.br/nina-simone/look-of-love.html#ixzz1P7ZObo41
um olhar seu sorriso não consegue disfarçar
o olhar de amor
está dizendo muito mais do que apenas palavras podem dizer
e que meu coração já ouviu falar, bem, tira o meu fôlego
Mal posso esperar para te abraçar, sentir meus braços em torno de você
quanto tempo eu esperei
esperei só pra te amar, agora que eu encontrei você
Nunca vá
Você tem o
Olhar de amor, é no seu rosto
um olhar que o tempo não pode apagar
seja meu esta noite
Que este seja apenas o começo de tantas noites como esta
vamos dar o voto de um amante e depois selá-la com um beijo
Mal posso esperar para te abraçar, sentir meus braços em torno de você
quanto tempo eu esperei
esperei só pra te amar, agora que eu encontrei você
Nunca vá
Nunca vá
Eu te amo muito
Fonte: http://www.vagalume.com.br/nina-simone/look-of-love.html#ixzz1P7ZsubeW
Minhas Composições

quarta-feira, 8 de junho de 2011
Refletindo...
“Tudo o que percebemos, sentimos, pensamos, experimentamos, tornam-se tijolos na construção da plataforma de construção do Eu.” Augusto Cury
Espaço Modernidade
Minhas Composições

Sou...
Sou intensa...
Sou....
Sou como a tempestade
Sou firme
Sou profunda
Sou...
Sou como um tufão
Arrasto...
Sou um enorme coração
Sou...
Assim como de surpresa venho
Assim mesmo rápido
Passo e vou...
Sou como a ventania
Levo,
Espalho,
Semeio,
Entrego,
E sou...
A natureza,
Da natureza,
Sou...
Leilah
Refletindo...
"Uma pessoa emocionalmente superficial precisa de grandes eventos para ter prazer, uma pessoa profunda encontra prazer nas coisas ocultas, nos fenômenos aparentemente imperceptíveis: no movimento das nuvens, no bailar das borboletas, no abraço de um amigo, no beijo de quem ama, num olhar de cumplicidade, no sorriso solidário de um desconhecido. Felicidade não é obra do acaso, felicidade é um treinamento."
Augusto Cury
Espaço Educação
Respeito aqueles que fazem a compreensão do elogio pela inspiração de Santo Agostinho, quando ele cita: “Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem.”
Mesmo porque, muitas vezes, precisamos refletir sobre nossas ações e crescer, fazer superações diante das críticas, assim como o elogio precisa ser uma força propulsora e não um instrumento de ilusões e falsidades, onde permitimos que uma “cortina de fumaça” ou “máscaras” escondam o que realmente são nossas limitações e nossas habilidades, o desnudar de nossa essência, o próprio ser.
E assim, continuo pensando sobre o elogio, e como uma educadora incomodada com o que nos deparamos no cotidiano, eu elogio! Quando elogio alguém, faço por entender que na complexidade da contemporaneidade se faz extremamente necessária, uma ação positiva e incentivadora. Em meio a tanta desestrutura humana, valores efêmeros, as pessoas acabam se acostumando com o que existe de normal, banalizar a vida e as ações humanas.
Elogiar alguém desde o mais simples fato até o mais complexo, para mim, é uma questão de construir, de cooperar com a formação do edifício lógico e axiológico de um indivíduo, de mostrar a possibilidade de fazer a diferença diante de tantos desafios.
Elogiar é uma demonstração plena da existência da identidade refletida na imagem e semelhança da Creatura e do Creador.
É levar o indivíduo a refletir que se ele conseguiu cumprir da melhor maneira com seus objetivos, seus compromissos, suas ações, fazendo, sendo, aprendendo e convivendo ao seu jeito único de ser, ele é capaz de fazer melhor a cada dia, e de ir além.
Elogiar, sem demagogia, é gratificante para quem pratica, tem sentido, faz o significado da vida.
Mas é importante lembrar: elogiar! não "puxar o saco", pois elogiar é construir, "puxar o saco" é destruir!
Podemos nos defender de um ataque, mas somos indefesos a um elogio."
Sigmund Freud
Leilah
domingo, 29 de maio de 2011
Refletindo...
Educar é impregnar de sentido o que fazemos a cada instante!
Paulo Freire
Espaço Educação
WERRI, A. P. S. e RUIZ, A. R. Autonomia como objetivo da educação. In: Ano I - Nº 02 - Julho de 2001 - Bimensal - Maringá - PR - Brasil - ISSN 1519.6178
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Espaço do Chef

HISTÓRIA SOBRE COMO COMEÇOU A FONDUE
Antes de mais nada fique sabendo que a fondue é feminino. Esta preparação nasceu na Suíça francesa, daí o seu nome, fondue em francês significa queijo fundido ou derretido. No caso desta preparação é queijo derretido no vinho, no qual se mergulha o pão.
No século XIII, alguns povos do Alpes Suíço produziram mais queijo do que o necessário para o comércio externo e interno. Com a chegada do inverno eles endureceram e foi aí que alguém teve a brilhante idéia de derreter o exagero produzido. Para conservá-lo adicionaram bebida alcóolica e a escolhida foi o kirsch, a pinga de cereja produzida por esse povo. Assim, eles passaram a estocar blocos derretidos com o destilado, que endurecia com o frio, mas não estragava. No momento de comer, bastava derretê-los novamente.
Depois da fondue de queijo nasceram as variáveis, como a fondue bourguignonne que nada mais é do que carne frita em óleo. Surgiram também as de peixe, de camarão e de chocolate.
Fogareiro: primeiro passo da fondue
O primeiro passo para cozinhar sobre a mesa é ter à mão um fogareiro. Existe uma grande variedade de material e formato deles, os melhores são aqueles que o queimador é de fácil manejo, desliga-se facilmente e permite sua retirada sem risco de queimar. Há quatro tipos de fonte de calor que podem ser usadas no preparo da fondue.
São eles: álcool, vela, gás e energia elétrica.
A fonte de calor mais comum é o álcool e é usada para qualquer tipo de fondue. Não use queimadores com algodão e sim com lã de vidro não inflamável.
Despeje álcool e regule o tamanho da chama mediante pelo filtro. Fogareiro com álcool são mais apropriados para manter fervente a fondue. O tempo de combustão neste tipo de fogareiro, em chama alta, é mais ou menos de uma hora. Na chama média ou baixa é de duas horas.
A vela é a fonte de calor mais fraca, com ela é possível derreter chocolate e manter as fondues e os molhos quentes, mas não é possível ferver.
Os queimadores que usam gás (butano) permite cozimento sobre a mesa e com ele pode-se ferver em chama alta. Para manter as fondues em ebulição basta chama média ou baixa.
Os aparelhos elétricos para fondues são mais práticos, mas não têm o mesmo romantismo e não o mesmo aconchego quando comparado com as chamas. Por outro lado, permite controle de temperatura.
A fondue de queijo
O que você precisa ter: um fogareiro com queimador a álcool, uma panela para fondue, garfos (de preferência cabos de madeira) compridos e com dentes retos, pratos e cesta de pão.
O material da panela pode ser de argila esmaltada já que a fondue de queijo não necessita de uma temperatura muito elevada, até
Os queijos mais indicados para fazer a fondue:
Emmental do allgau ou suíço: trata-se de um queijo duro, amarelo-claro, de sabor suave. Ideal para ser fundido após 6 meses de cura e deve ser ralado.
Bel paese: queijo italiano amanteigado, bem suave e cremoso. Deve ser combinado com um queijo mais duro.
Cantal: queijo francês bem curado, aromático e meio duro.
Cheddar: queijo inglês suave, duro, de consistência farinhosa. Antes de fazer a fondue, corte-o em cubos pequenos.
Chester: queijo inglês duro. O de cura recente é suave, já a mais antiga tem sabor mais aromático e forte. É um queijo que derrete com facilidade.
Comté: queijo francês duro, parecido com o gruyère, dá bons resultados depois de derretido.
Edam: queijo suave da Holanda e escolha os mais novos para fazer a fondue.
Emmental: queijo suíço duro, de sabor suave com um gosto que lembra avelã. Depois de bem curado ganha um sabor bem forte.
Fontina: queijo italiano gorduroso, de aroma suave e um sabor levemente adocicado, quase que derrete na boca.
Gouda: queijo cremoso e delicado e macio. Derrete com facilidade e dá uma boa mistura com os outros ingredientes da fondue. Quando fresco é mais suave e é indicado para crianças.
Gruyère: queijo suíço, duro e com um sabor mais forte que o emmental.
Mussarela: queijo italiano, levemente ácido. É mais indicado para preparar fondues à base de leite e não dá bons resultados quando misturados com bebida alcóolica.
Provolone: queijo italiano de casca bem dura e com um sabor adocicado quando fresco. Já curado torna-se picante.
Para fondues deve-se misturar com emmental ou gruyère.
Tilsit: queijo alemão firme, de coloração dourada, de gosto acre e levemente ácido. Para fazer fondue precisam ser misturados com um queijo de sabor mais suave.
Dicas para uma boa fondue de queijo
Se a fondue engrossar, aqueça à parte um pouco de vinho e despeje na massa sem parar de mexer.
Se a fondue ficar mole, junte um pouco mais de queijo ralado, sem parar de mexer, até a massa encorpar. Outra opção é adicionar um pouco de maisena dissolvida em leite morno. Mexa até encorpar.
Se massa empelotar: isto, normalmente, acontece quando se mistura vinho muito doce. Para melhorar a textura, acrescente suco de limão, vinagre e vinho seco.
O que você precisa ter:
Um fogareiro com queimador a álcool ou a gás.
Uma panela de aço inox, esmalte, cobre ou ferro revestido internamente de uma camada de esmalte. Prefira as panela que tenha vão se afunilando na parte superior, evitando que o óleo espirre.
Calcule 2 garfos por pessoa, um de cabo comprido, de preferência de madeira, com pequenos dentes retos para fritar a carne. Um segundo garfo, que pode ser o de sobremesa, para mergulhar a carne no molho.
Diversos potes para molho e 2 pratos individuais.
Uma tábua com a carne cortada em tiras.
Uma cesta de pão. Calcule
Uma escumadeira ou uma pequena peneira de cabo longo para retirar alguma coisa que venha a cair no óleo.
Tipos de carne
Você pode escolher carne de boi, cordeiro ou de aves desde que seja de textura delicada e sem gordura aparente. O filé mignon é o mais indicado pela sua maciez. Limpe-o bem e corte em cubos ou tiras.
Dicas para uma boa fondue de carne
Para levar a fondue de carne à mesa, coloque papel impermeável entre as fatias de carne, isto evitará que elas grudem e facilitando o manuseio.
Se a carne estiver cortada em tiras, enrole-a no garfo apropriado para fondue, se for cubo basta espetá-la. Só depois frite no óleo bem quente. Os garfos com dentes pequenos espetam com mais firmeza.
Para deixar a sua fondue de carne mais saborosa, corte a carne e coloque-a em uma tigela forrada com rodelas de cebola. Regue com azeite de oliva, coloque um ramo de manjericão e salpique pimenta-do-reino
Caso prefira carne de aves, o filé é mais apropriado. Tome cuidado para não fritar em excesso, assim a carne ficará seca, elástica e perderá o sabor.
Para acompanhar a fondue de carne
Monte um conjunto de temperos e leve à mesa, como sal, páprica, pimenta-do-reino moída. Só tempere a carne depois de frita.
Não tempere a carne com sal antes de fritá-la, pois isto faria a carne criar água e, consequentemente, o óleo espirra.
Não coloque ervas sobre a carne antes fritar, pois elas queimam e deixam um aroma desagradável.
Distribua em tigelas pequenas pepino em conserva, azeitonas, mini cenouras, tiras de pimentão, pedaços de talo de salsão.
Sirva pelo menos quatro molhos diferentes.
Como fazer uma deliciosa fondue de carne
Lave e seque ½ kg de filé mignon e pique em cubos regulares.
Pique 1 cebola média em rodelas e forre o fundo de uma assadeira.
Espalhe a carne, regue com 3 colheres (sopa) de azeite de oliva espanhol e distribua a pimenta em grãos e os ramos de manjericão.
Pique mais 1 cebola média em rodelas e cubra a carne.
Tampe a assadeira com filme plástico e deixe na geladeira de um dia para o outro.
No momento de servir, retire a carne da geladeira, seque-a com toalha de papel.
Arrume-a em uma travessa, colocando papel impermeável entre os pedaços de carne.
Reserve: Coloque 3 xícaras (chá) de óleo de semente de uva ou gordura vegetal em uma panela própria para fondue. Leve ao fogo até o óleo aquecer. Retire e transfira a panela para o fogareiro e leve à mesa. Use chama alta para o óleo permanecer quente.
Como servir: espete um pedaço de carne com um garfo próprio e frite no óleo. O tempo de fritura depende da preferência de cada pessoa. Depois de frita, retire a carne e tempere com sal, pimenta. se preferir use páprica. Em seguida passe no molho de sua preferência.
Dicas: use óleo sem cheiro ou gordura vegetal. A temperatura ideal é a de
Se preferir, sirva com alguns legumes crus: talos de salsão, cenoura, pepino e folhas.
A fondue doce é uma excelente sobremesa para um dia mais frio e, ainda, deixa o seu jantar mais aconchegante. Para festas de criança é também uma boa opção. A mais comum é a de chocolate. Experimente também o de caramelo, o marshmallow.
Vamos aprender a fazer uma deliciosa fondue de chocolate:
Coloque em uma panela própria para fondue 1 xícara (chá) de creme de leite fresco e leve ao fogo.
Ao ferver, retire e acrescente
Mexa até o chocolate derreter.
Se necessário, volte ao fogo e esquente mais um pouco, mas não deixe ferver.
Junte 1 colher (sopa) de azeite de oliva espanhol e 1 colher (sopa) de rum.
Misture bem e transfira a panela para o fogareiro, de preferência com uma vela, pois não deve aquecer muito.
Sirva com frutas ou pedaços de bolo