... é uma forma encontrada para compartilhar a visão que faço do mundo, das pessoas e das coisas a minha volta, e principalmente, da tentativa de se resgatar a energia vital que cada um tem dentro de si, a fim de que possamos construir a vida, com inspirações que mobilize em cada um a coragem de experimentar, de se motivar a viver com paixão e determinação os projetos de vida!

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Tudo a Ver!



Talvez, ao me ouvir falar em felicidade, você se pergunte se eu não tenho problemas, se tudo dá sempre certo para mim, se nunca passei por uma grande dificuldade que me tenha deixado marcas, como ocorre com a maioria das pessoas.
É claro que sim, sou como todo mundo.
Tenho angústias, fico estressado, as pessoas às vezes me traem,
mas eu procuro comer os morangos da vida!

Um sujeito estava caindo em um barranco e se agarrou às raízes de uma árvore. Em cima do barranco havia um urso imenso querendo devorá-lo. O urso rosnava, mostrava os dentes, babava de ansiedade pelo prato que tinha à sua frente. Embaixo, prontas para engolí-lo, quando caísse, estavam nada mais nada menos do que seis onças tremendamente famintas.

Ele erguia a cabeça, olhava para cima e via o urso rosnando. Quando o urso dava uma folga, ouvia o urro das onças, próximas dos seus pés. As onças embaixo querendo comê-lo e o urso em cima querendo devorá-lo.

Em determinado momento, ele olhou para o lado esquerdo e viu um morango vermelho, lindo, com aquelas escamas douradas refletindo o sol. Num esforço supremo, apoiou seu corpo, sustentado apenas pela mão direita, e, com a esquerda, pegou o morango.

Quando pôde olhá-lo melhor, ficou inebriado com sua beleza.
Então, levou o morango à boca e se deliciou com o sabor doce e suculento.
Foi um prazer supremo comer aquele morango tão gostoso.
Deu para entender?

Talvez você me pergunte: "Mas, e o urso?".
Dane-se o urso e coma o morango!
"E as onças?".
Azar das onças, coma o morango!
Se ele não desistir, as onças ou o urso desistirão.

Às vezes, você está em sua casa no final de semana, com seus filhos e amigos, comendo um churrasco. Percebendo seu mau humor, sua esposa ou seu marido lhe diz: "Meu bem, relaxe e aproveite o Domingo!"
E você, chateado, responde: "Como posso curtir o Domingo se amanhã vai ter um monte de ursos querendo me pegar na empresa?"


Relaxe e viva um dia por vez: coma o morango!
Problemas acontecem na vida de todos nós, até o último suspiro.

Sempre existirão ursos querendo comer nossas cabeças e onças a arrancar nossos pés. Isso faz parte da vida e é importante que saibamos viver dentro desse cenário.

Mas nós precisamos saber comer os morangos, sempre.
A gente não pode deixar de comê-los só porque existem ursos e onças.
Você pode argumentar: "Eu tenho muitos problemas para resolver".
Problemas não impedem ninguém de ser feliz.

O fato de ter que conviver com chatos não é motivo para você deixar de gostar de seu trabalho.
O fato de sua mulher estar com tensão pré-menstrual ou seu marido irritado com o dia-a-dia não os impede de tomar sorvete juntos.
O fato de seu filho ir mal na escola não é razão para não dar um passeio pelo campo.

Coma o morango, não deixe que ele escape!
Poderá não haver outra oportunidade de experimentar algo tão saboroso.
Saboreie os bons momentos.
Sempre existirão ursos, onças e morangos.
Eles fazem parte da vida.

As pessoas vêem o sucesso como uma miragem.
Como aquela história da cenoura pendurada na frente do burro que nunca a alcança.
As pessoas visualizam metas e, quando as realizam, descobrem que elas não trouxeram felicidade.
Então, continuam avançando e inventam outras metas que também não as tornam felizes.
Vivem esperando o dia em que alcançarão algo que as deixará felizes.
Elas esquecem que a felicidade é construída todos os dias.

Lembre-se: A felicidade não é algo que você vai conquistar fora de você...


Fonte: www.shinyashiki.com.br
Imagem: www.shinyashiki.com.br
Baseado em Conto Brasileiro

Coma morangos!
Com carinho,
Leila

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Espaço by Amigos



MOMENTOS

"Nossas vidas...
cada instante vivido...
deixamos rastros que nos conduzem a um caminho.
Construimos os erros e com eles aprendemos a evitá-los,
vivenciamos as experiências,os encontros e desencontros,
a ilusão e a realidade,
o medo e a segurança,
o conflito e a paz...
Caminhamos por vezes indiferente ao acaso,
despercebendo de tudo que se movimenta a nossa volta,
por instantes ao nosso lado...
Momentos que passaram e que jamais acontecerão novamente,
porque tudo que deixamos passar se apagará no tempo
menos em nossas mentes;
lembranças que carregaremos através das vidas,
dos sonhos e dos desejos.
Ao longo dos percursos que trilhamos
deixamos para trás um pouco de nós mesmos,
da nossa essência e da busca desenfreada
de não perder o significado de tudo isso.
Muitas vezes imagino que a vida é como um papel ao vento...
flutuando e se deixando levar...
sem controle, sem destino,
esperando por algo que a conduza a um porto seguro,
por um momento de tranquilidade e quietude,
longe das turbulências que nos arremetem para fora do caminho,
da própria vontade de querer seguir rumo ao equilíbrio
e ao conforto do amparo,
de um ombro amigo que nos conforte
e transmita exatamente aquilo que gostaríamos
de ouvir, sentir,
momentos...
todo instante a necessidade de poder se agarrar a alguém
a procura de socorro, de compreensão e amparo...
momentos que significarao até a eternidade;
instantes de aconchego e entrega das angústias que enfraquecem
nos braços abertos da pessoa que amamos".

Cleodimar,
fev./2007

Imagem:cuatro_estacionesgrado.grao.net

Espaço Educação

Os papéis da mulher – por Rosely Sayão
fevereiro/2007

De vez em quando, fico pensando se estamos mesmo no ano de 2007 ou se é ilusão virtual o mundo em que vivemos.
Isso acontece principalmente quando constato que, em pleno século 21, os preconceitos e estereótipos em relação à mulher e sua imagem na sociedade ainda valem e são expressos com a maior naturalidade.

Na semana passada, por exemplo, a discussão da hora foi a respeito do uso e abuso da figura feminina nas publicidades de marcas de cerveja.
Pensando bem, a situação em que vive a mulher atualmente está cheia de contradições. Por um lado, não há dúvida de que sua vida melhorou visivelmente em alguns aspectos.
Ela pode se dedicar ao trabalho e ao seu desenvolvimento profissional, tem acesso ao estudo, pode escolher se quer casar e constituir família ou não, consegue alcançar independência financeira, tem condições de viver sozinha, pode participar ativamente da vida política do país e as tarefas domésticas não são consideradas sua responsabilidade exclusiva.

Por outro lado, algumas circunstâncias denunciam que ela ainda não tem total autonomia para administrar sua vida e tomar os cuidados necessários para garantir sua integridade física, emocional e psíquica, sua dignidade, enfim, principalmente quando consideramos a vida privada.
O aumento da incidência da infecção pelo vírus HIV nas mulheres, índice que quase se equiparou ao dos homens, e o crescimento da violência, principalmente da doméstica, são apenas dois sinais que indicam que a vida privada das mulheres não anda um mar de rosas.

Mas que coisa, não? Quem diria que quem se mostra tão forte na vida pública e realiza tantas conquistas apresentaria tal fragilidade quando o que está em jogo são as emoções, o relacionamento sexual e afetivo, a vida a dois? Por quê?
Temos algumas pistas que podem nos ajudar a entender tal paradoxo e vou tratar de uma delas. Por incrível que pareça, as mulheres ainda recebem uma educação absolutamente machista e é por ela que são introduzidas na vida sociocultural.

E essa constatação torna-se mais espantosa quando nos damos conta de que a principal responsável pela educação familiar continua sendo a mãe e de que a educação escolar é praticada também por uma maioria esmagadora de mulheres.
Será que as mulheres transmitem preconceitos de gênero aos mais novos porque se sentem inferiores aos homens e porque não conseguiram se livrar dessa história?
Pode ser. Afinal, por que a mulher tem receio de falar abertamente com seu companheiro sobre os cuidados que devem ser tomados na intimidade sexual para evitar a infecção por doenças sexualmente transmissíveis?
Solicitar e até mesmo exigir o uso do preservativo ou firmar pacto de fidelidade nas relações estáveis, por exemplo, ainda são questões tratadas com muita dificuldade por homens e mulheres.

Além disso, as mulheres continuam fazendo o maior esforço para tentar se encaixar num modelo idealizado construído para elas.
Já houve o tempo em que esse modelo consistia em ser especialista em prendas domésticas. Hoje, quando nossa cultura privilegia as imagens, o modelo para a mulher tem a ver com sua aparência: corpo, vestimentas, gestual. Aqui, voltamos à publicidade de marcas de cerveja.
A mulher, com seu corpo "gostoso", usada como isca para o homem, talvez seja o retrato mais fiel e cruel da ativa participação feminina na manutenção do modelo preconceituoso e machista da submissão ao homem.

Pode parecer que é muito distante a relação desse tipo de publicidade com as dificuldades que as mulheres enfrentam nos tempos atuais, mas a proximidade é bem maior do que gostaríamos que fosse.
As famílias não podem deixar de considerar importante a questão de gênero ao educar seus filhos e as escolas não podem ignorar, como costumam, tema tão pertinente com a questão da cidadania e dos valores democráticos.

ROSELY SAYÃO
é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?" (ed. Publifolha) roselysayao@folhasp.com.br
blogdaroselysayao.blog.uol.com.br

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Boa Semana!




com carinho de sempre,
Leila

Imagem: kali.blogger.com.br

Um olhar...



A gente olha...
E o que vê?
Será que vê?
A gente percebe?
Será que percebe?
Com que olhos?
Do coração?
Da alma?
Com que óculos?
Da cultura possuída?
Do conhecimento apreendido?
Do saber instituído?
Da vida sentida, vivida?
Mas com que forma?
Mas de que forma?
Quadrada?
Pacotes prontos?
Circular?
Dinâmica?
Diversa?
Exlética?
Transdisciplinar?
Complexa?
Em movimento...
E como fazer?
Respeitando?
Considerando?
Cooperando?
Amando?
Compondo?
Participando?
Fazendo?
Sendo?
Pra fazer o quê?
Construção?
Fundamentação?
Verticalização?
Transformação?
Evolução?
Do ser?
No Planeta?
...

Leila,
junho/2005


Imagem:timon.blogs.sapo.pt

Reflexões...



Máximas de Madre Teresa - parte I

"Acredito que o mundo hoje está de ponta cabeça e sofre muito porque existe tão pouco amor no lar e na vida familiar. Não temos tempo para nossas crianças, não temos tempo para darmos uns aos outros, não temos tempo para apreciarmos uns aos outros".

"O amor começa em casa; o amor habita nos lares e é por isso que existe tanto sofrimento e tanta infelicidade no mundo... Todos, hoje em dia, parecem estar com tanta pressa, ansiosos por grandes desenvolvimentos e grandes riquezas e assim por diante, de modo que as crianças não têm tempo para os pais. Os pais têm pouco tempo para darem uns aos outros, e no próprio lar começa a destruição da paz do mundo".

“Eu vejo Deus em cada ser humano. Quando limpo as feridas do leproso, sinto que estou cuidando do próprio Senhor. Não é uma experiência maravilhosa?" - 1974 Entrevista.

“Quando vejo o disperdício, sinto raiva dentro de mim. Eu não aprovo eu mesma sentir raiva. Mas é algo que não se pode evitar de se sentir após vermos a Ethiopia." - Washington 1984.

“A mais terrível pobreza é a solidão e o sentimento de não ser amado”.


Imagem:www.franciscodeassis.no.sapo.pt

Fragmentos Poéticos...



"quando o silêncio é grande mesmo,
nas noites estreladas,
ouvem-se o pulsar luminoso do brilho
das estrelas
e o pulsar milagroso do sangue
correndo nas veias".


Rubem Alves


Fonte: livro "Presente, frases, idéias, sensações..."
de Rubem Alves, Papirus/2005

Imagem: baixaki.com.br

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Espaço by Família



Olha o meu amor da minha vida, CAIO, suas amigas Manu e Nike!

a dica dele é o site: www.vagalume.com.br

muito legal mesmo! tem letras, traduções de músicas e ainda é possivel ouvir música on line, do artista que tiver no vasto cadastro! di +!

Imagem: Caio Sanches Rodrigues, Manu e Nike Silva

Espaço by Familia



Esse é o meu sobrinho querido, Filipis o guitarrista! não é lindo?!

a dica dele é: http://jack-johnson.letras.terra.com.br/letras/101702/

Imagem: Felipe Magalhães

Espaço Filosófico



OS CAMINHOS FILOSÓFICOS DO AMOR

Por Leandro Castro Oltramari - Professor da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL) e da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI).

Estudos e Pesquisas em Psicologia
ISSN 1808-4281 versão on-line

O livro: "CAMINHOS Filosóficos do Amor" - escrito pela professora Maria de Lourdes Borges, que é docente do curso de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina, se coloca num grande desafio, qual seja discutir um dos fenômenos mais difíceis de definição de que temos notícia: o amor. Em nossos dias, talvez nunca se tenha indagado tanto sobre para onde estão caminhando as relações amorosas. É bem verdade que talvez ninguém saiba muito bem se estas relações vão a algum lugar, mas, nos últimos tempos, têm proliferado inquietações como estas, as quais têm resultado em manuais de sobrevivência para os relacionamentos afetivos, como namoros, casamentos, ou seja, relacionamentos a dois.

Maria de Lourdes Borges é bastante audaz quando discute sobre o amor, pois sua perspectiva não parte de uma psicologia de “estantes de auto-ajuda”, mas sim de uma discussão filosófica sobre o assunto. Ela inicia fazendo uma abordagem sobre a clássica obra de Goethe, Os sofrimentos do jovem Werther, que, segundo afirma, foi a causadora de inúmeros suicídios no século XVIII. O livro trata da dor de um amor não correspondido, assunto que talvez dificilmente alguém não saiba o que seja. Talvez por isso a referida obra tenha tido tanto sucesso em sua época.

A autora faz inquietantes colocações sobre o porquê da necessidade de fazer uma discussão para explicar racionalmente aquilo que se sente tão intensamente quanto o amor. Ela irá explicar os três tipos de amor, tendo como ponto de partida os gregos: Eros, philia e caritas. O amor Eros é, com certeza, o mais conhecido e o de maior sucesso, tanto na literatura quanto nas populares novelas. Este amor é originado, segundo aponta, de Platão e lembra o amor romântico. O amor Eros é aquele ligado à falta, ou seja, ao sofrimento. Neste ponto, vale ressaltar a obra de Denis de Rougement (2003), intitulada História do amor no Ocidente, que trata de forma muito interessante sobre a constituição do amor no mundo ocidental.

Borges fala, ainda, sobre o outro amor, chamado de philia, que está próximo àquele definido por Aristóteles e é percebido como o que tem um desejo de partilhar a companhia do outro, principalmente se for através da virtude. É querer o bem do outro. Algo que nos parece difícil nos dias atuais. Este modelo de amor pode dizer, seria um modelo spinoziano, segundo Borges. No amor, para Spinoza, não existe falta nem necessidade de um outro ser amado e de se unir a ele. O amor está atrelado à alegria da existência do outro, mesmo que a ele não se esteja unido. Ou seja, um amor quase altruísta. A pessoa é feliz porque o amado existe. Por último, ela cita o amor ágape ou caritas. Este está mais próximo da philia. É um amor que está atrelado ao bem do outro, muito próximo do humanismo cristão.

A partir de então, a autora faz uma análise sobre como os filósofos analisarão o amor a partir de sua fórmula mais conhecida, e mais contundente, o amor/Eros. Ela começa citando a obra O Banquete, de Platão, que é um elogio ao amor, principalmente ao amor que se estrutura sobre a virtude. Os filósofos, n’O Banquete, dizem que nada pode ser censurado se for para elevar a virtude do amor, mesmo se depender da humilhação. Borges exemplifica, de forma brilhante, através de uma fala de Sócrates, as origens mitológicas do amor. Segundo Sócrates, o amor é filho de Pênia, a pobreza, e Poros, o esperto. Pênia, deitando-se ao lado de Poros, que estava embriagado em um jardim, concebe o filho Eros, que possui características dos pais. Portanto, o amor é, por um lado, “pobre, rude e sujo como sua mãe, vivendo a mendigar de porta em porta”; por outro, é “astuto e trama estratagemas e maquinações”. Assim, a “essência do amor é fazer a ponte entre o humano e o divino” (p.15). Ainda assim, a autora afirma que o amor “é a busca pela sua metade perdida, busca que evidencia a carência constitutiva de sua pobreza intrínseca” (p. 15).

Vale a pena lembrar, como já relatado anteriormente, o exemplo do livro de Rougement. Para este autor, o romance que melhor ilustra o sentimento amoroso descrito acima é a obra de Tristão e Isolda. Neste romance, citado por Borges, o amor é uma doença da alma, doença que os doentes decidem contrair. Existe a caracterização de que o amor é algo ao qual a pessoa está condenada, pois nele Isolda fornece a Tristão uma poção mágica. Ele, desta forma, apaixona-se perdidamente e ambos não podem ficar sequer longe um do outro, sobre pena de morrerem de amor. O desfecho da obra garantiu o seu sucesso, ao melhor estilo consagrado posteriormente por Shakespeare: os dois amantes morrem ao final.

A obra Tristão e Isolda acabou se tornando um marco dentro da história romântica universal e, pelo que se percebe, como assinala Borges, o amor Eros, tão difundido pela literatura universal, tem ainda hoje feito suas vítimas - todos aqueles que sofrem por amor. Segundo declara, o amor romântico é aquele no qual nunca haverá a correspondência, portanto o sofrimento é algo intrínseco a ele. Porém, Borges não se priva também de levantar outras hipóteses sobre o amor, hipóteses estas que vão além das especulações metafísicas. Ela discute sobre a duração do amor, a partir da Fisiologia, pois os estudos contemporâneos revelam que o êxtase amoroso dura cerca de 18 meses a 3 anos, em decorrência de uma substância chamada “feniletilamina”, que seria ligada ao sentimento de estar gostando de alguém. É interessante que três anos é o prazo de validade da poção que Isolda dá a Tristão. Pois, então, seria uma infeliz coincidência?

A autora traz passagens interessantes que, para os “não-experts” em Filosofia, causarão surpresas. Primeiro, a preocupação de determinados autores com a temática e, segundo, as reflexões feitas por estes autores. Ela afirma, por exemplo, que, para Hegel, as pessoas não desejam o outro, mas sim “o desejo do outro” (p.18). Posteriormente, irá comentar a posição dos estóicos sobre o amor. Estes se assombravam com o amor, pois procuravam a virtude, a qual estava na “tranqüilidade da alma”. Para os estóicos, o sofrimento e o prazer no amor são faces da mesma moeda. Nada bom para quem procurava a virtude e a calma para filosofar. Mais adiante, Borges cita Descartes e suas “paixões da alma”, que seriam a oportunidade para que as duas substâncias que compõem o ser humano - a res cogitans e a res extensa – pudessem se unir. A autora lembra que Descartes parte de uma teoria do século XVII, a qual explica que a interação da alma e do corpo se fazia “através de fluidos chamados espíritos animais” (p.28). Por isso, para ele, não é possível ter controle sobre as paixões.

Borges vai ainda passando por outros autores, como Kant, que defende o amor/caritas e faz uma crítica ao amor/Eros. Para isso, ele faz uma distinção entre o amor-afeto e o amor-paixão, valorizando mais o primeiro do que o segundo. Para Kant, o amor apenas é possível porque existe uma desigualdade entre aqueles que amam.
Depois de discutir os preceitos filosóficos, a autora ainda tem tempo de lembrar os aspectos cognitivos e fisiológicos do amor, fazendo assim um rápido levantamento sobre a relação existente entre as emoções e as mudanças comportamentais, quando então ela define como alguns autores entendem a relação entre mudanças corporais e paixões. Ela faz referência a teorias que têm, de certa forma, citado este tipo de relação: dentre elas, está a “teoria dos sentimentos” e a “teoria da atitude proposicional”.

A teoria dos sentimentos “diria que emoções são experiências introspectivas, caracterizadas pela qualidade e intensidade” (p.42). Já a teoria da atitude proposicional, de Solomon, defende que as emoções são juízos de valores não verbais. Esta teoria indica que sentimos emoções como o prazer por coisas de que gostamos e que apreciamos, assim como sentimos raiva ou ódio por coisas que sentimos como sendo más. Em uma perspectiva evolucionista, as explicações sobre as emoções revelam que elas aparecem de forma súbita, sem que se consiga controlá-las. Isto porque, nesta visão, os impulsos de emoções são necessários para a resolução rápida de decisões, como, por exemplo, fugir de uma situação adversa.

Ao final da obra, a autora faz uma brilhante colocação para todos aqueles que algum dia já sofreram, sofrem ou sofrerão do que chamamos amor. No apêndice, apresenta uma seleção de textos, como “Tristão e Isolda”, “As paixões da alma”, de Descartes, “Antropologia do ponto de vista pragmático”, de Kant, “Fenomenologia do espírito”, de Hegel, “Strong Felings”, de Jon Elster.

Após ler o livro, poder-se-ia ter quase a sensação da leitura de mais um destes manuais best sellers de auto-ajuda com tom filosófico, tão comum nesta modernidade tardia. Mas não é isto que o leitor sente. A sensação é que a pergunta continua sem ser respondida. Por que se ama e por que o amor nos alegra ou nos torna infelizes? Bom, talvez esta seja uma resposta que apenas os amantes tenham para nos dar, mas, com certeza, essa obra fornece bons caminhos para pensar sobre o assunto.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ROUGEMENT, Denis de. História do amor no Ocidente. 2 ed. São Paulo: Ediouro, 2003.

BORGES, M. L. Amor. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.

© 2007 Universidade do Estado do Rio de Janeiro


Dica de Filme: "Tristão e Isolda"
Fonte:http://scielo.bvs-psi.org.br/
Imagem: www.cine7.com.br/

Espaço by Amigos...



Esta imagem simboliza interiorização e encontro de muita serenidade,
te amo muito,
um abraço repleto de carinho

Monica


fev./2007
Imagem: fotomontagem by Monica

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Espaço by Amigos...



Fevereiro é diferente,
tem vinte e oito dias;
e, de vez em quando, vinte e nove.
É o primeiro do ano
- janeiro não conta;
janeiro é férias,
é só descanso.
Afinal, o país é tropical!
O retorno é fevereiro.
Fevereiro é diferente,
mágico, alegre – doce reencontro.
Fevereiro tem carnaval
- uma musiquinha gostosa diz isso:
“fevereiro tem Carnaval...tem C-a-r-n-a-v-a-l !”
Nascer em fevereiro é privilégio
- privilégio que traz, na essência,
o desabrochar do ser fraterno.
Um desses seres fraternos, solidários,
e - por que não?! - missionário,
veio à luz no dia Sete.
Sete, para os antigos,
é número mágico – perene-,
é a parte, o todo e a totalidade!
E, envolta nessa magia,
contagiada pela alegria de fevereiro
e do número sete,
alguém muito especial comemora aniversário:
Leila Regina Sanches,
a quem se presta as merecidas homenagens,
neste dia tão especial.

Olimpio & Madalena

Imagem:www.cest-tout.nl

Espaço by Amigos...


Obrigada a todos!
só consigo ser o que sou porque tenho pessoas maravilhosas que integram a minha vida!
Leila

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Espaço by Amigos



Movimento...

...É esse movimento que nos impulsiona,
Que pulsa dentro de nós,
Que nos fortalece cada vez mais.
A incerteza que nos revigora, que nos dá força para continuar,
para construir, para acreditar.
É a voz do amor nos intuindo a todo momento,
O enxergar, o sentir, o fazer, o construir, o evoluir...


Virgínia Demogalski, 2005.

Fragmentos Poéticos...

Pra Você...


com carinho de sempre,
Leila

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Reflexões...



VIDROS COLORIDOS

Conta-se que, há muito tempo, um habilidoso calculista persa chamado Beremiz Samir prestava serviços de secretário a um poderoso Vizir.
Sua capacidade de raciocínio matemático a todos causava profundo espanto. Ele era capaz de, em poucos segundos, elaborar cálculos de extrema complexidade, resolvendo questões intrigantes.
Formulava, às vezes, sobre os acontecimentos mais banais da vida, comparações inesperadas que denotavam grande agudeza de espírito e raro talento matemático.
Sabia, também, contar histórias e narrar episódios que muito ilustravam
suas palestras, por si só atraentes e curiosas.
Em função disso, a fama de Beremiz ganhou excepcional realce.
Na modesta hospedaria em que vivia, os visitantes e conhecidos não perdiam a oportunidade de lisonjeá-lo com repetidas demonstrações de simpatia e de consideração. Além disso, diariamente o calculista via-se obrigado a atender a dezenas de consultas.
Todos o buscavam a fim de obter as mais variadas orientações conselhos. Beremiz os atendia sempre com paciência e bondade.
Esclarecia a alguns, dava conselhos a outros.
Procurava destruir as superstições e crendices dos fracos e ignorantes, mostrando-lhes que nenhuma relação poderá existir, pela vontade de Deus, entre os números e as alegrias, tristezas e angústias do coração.
E procedia dessa forma, guiado por elevado sentimento de altruísmo, sem visar lucro ou recompensa.
Recusava sistematicamente o dinheiro que lhe ofereciam e quando um rico insistia em pagar a consulta, Beremiz recebia a bolsa cheia, agradecia e mandava distribuir integralmente a quantia entre os pobres do bairro.
Certa vez um mercador, chamado Aziz, empunhando um papel cheio de números e contas, veio queixar-se de um sócio a quem tratava de ladrão miserável e outros qualificativos não menos insultosos.
Beremiz tentou acalmar o ânimo exaltadíssimo do homem e chamá-lo ao caminho da mansidão. Aproximou-se e falou-lhe calmamente:
"Acautelai-vos contra os juízos arrebatados pela paixão, porque esta desfigura muitas vezes a verdade. Aquele que olha por um vidro de cor, vê todos os objetos da cor desse vidro: se o vidro é vermelho, tudo lhe parece rubro; se é amarelo, vê tudo amarelado. A paixão está para nós como a cor do vidro para os olhos. Quando alguém nos agrada, é fácil desculpar; se, ao contrário, nos aborrece, condenamos ou interpretamos de modo desfavorável."
A seguir, examinou com paciência as contas e descobriu nelas vários enganos que desvirtuavam os resultados. Aziz certificou-se de que havia sido injusto para com o sócio, e tão encantado ficou com a maneira inteligente e conciliadora de Beremiz, que saiu dali com o coração modificado.

Pense nisso!

Muitas vezes o nosso ponto de vista nos permite perceber apenas uma face deturpada da realidade. Não é raro acreditar cegamente em equívocos, graças ao nosso orgulho exacerbado e ao nosso velho egoísmo.
Antes de adotar qualquer postura de confronto ou de sofrimento, é necessário abandonar os "vidros coloridos" que utilizamos para ver e analisar o mundo e as pessoas.
A imparcialidade perante a vida é uma posição que devemos buscar incansavelmente, a fim de garantir aos nossos atos, palavras e pensamentos, a justiça que desejamos encontrar nos outros.

Fonte: “O Homem que Calculava” – Malba Tahan – Editora Record, 2001.

Imagem:www.vozdaplanicie.pt/

Espaço by Amigos



“...as mudanças se sucedem...
o que se põem pra fora
volatiliza, se espalha com o vento
passa logo, vai...
o que se conserva interiormente
cresce e fortalece
permanece eterno...”

Monica, fev/2007

Imagem:carlosafonso

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Seu Nome


por Luiza Possi
Vander Lee

Quando essa boca disser o seu nome venha voando
Mesmo que boca só diga o seu nome de vez em quando
Quando essa boca disser o seu nome venha voando
Mesmo que boca só diga o seu nome de vez em quando

Posso enxergar no seu rosto um dia tão claro e
luminoso
Quero provar desse gosto ainda tão raro e misterioso
Do amor

Quero que você me dê o que tiver de bom pra dar
Ficar junto de você é como ouvir o som do mar
Se você não vem me amar é maré cheia, amor
Ter você é ver o sol deitado na areia

Quando quiser entrar e encontrar o trinco trancado
Saiba que meu coração é um barraco de zinco todo
cuidado
Quando quiser entrar e encontrar o trinco trancado
Saiba que meu coração é um barraco de zinco todo
cuidado

Não traga a tempestade depois que o sol se pôr
Nem venha com piedade porque piedade não é amor

Trilha de “Páginas da Vida - Nacional”
Imagem: notas-www.letras-canciones.com.ar.gif

Espaço by Amigos



“Abriu-se hoje a flor vermelha
Esta lá no meu jardim
Abriu suas pétalas lentamente

Seu caule se espreguiçou
Como quem sai de uma
Longa letargia, dando
A sensação de dizer:
Bom dia vida!!!”

Monica, fev/2007

Rolar de palavras...

“...no rolar e enrolar
de palavras e sentimentos...
deslizo pelo papel
meus sentimentos mais íntimos,
minhas impressões
e percepções...
embalo a imaginação....
meus sentimentos mais verdadeiros,
minhas sensações
e observações...
no rolar e enrolar
de palavras e sentimentos
traduzo,
expresso,
o que vivo
em meu coração....”

Leila
outubro/2006

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Espaço Família




Mais um ser humano está chegando....

Era uma vez, uma história real e impressionante de alguém que possui uma capacidade descomunal de lutar pela vida e que já se tornou o maior vencedor da Terra, o mais corajoso dos seres.
Sabe quem?
Eu, você, nós!
Não acredita?
Veja alguns fatos relevantes que já compõem a biografia deste ser humano, talvez você desconheça!
Um dia ele(a) foi inscrito para participar do maior concurso do mundo, da maior corrida de todos os tempos.
Acredite! Ele (a) estava lá!
Eram mais de quarenta milhões de concorrentes.
Pense nesse número.
Todos tinham potencial para vencer, mas só um venceria. Será que era mais um número na multidão ou tinha algo de especial?
Analisem quais eram as chances. Zero, zero, zero, zero, zero, zero, zero, zero, quatro (0,000. 000.04)
Nunca foi tão próximo de zero.
As chances eram quase inexistentes.
Qualquer um acharia loucura participar dessa corrida. Mas ele (a) participou e ainda achava que iria vencer.
Porque sua garra é incrível.
Por isso jamais admitiu recuar.
A palavra desistir não faz parte do dicionário genético. Por quê?
Porque, perderia o maior prêmio da História.
Qual? A VIDA!
Que disputa poderia ser essa?
A disputa do espermatozóide para fecundar o óvulo.
A corrida pelo direito de formar uma vida.
Talvez, ninguém possa imaginar, mas essa é a mais excitante e perigosa aventura da existência humana.
É incrível, ele (a) venceu!
Como ele (a) conseguiu? Foi surpreendente!
Desde o dia que ele (a) está na barriga da Mamãe, muitas coisas aconteceram...
Sonhou, se mexeu, é o maior aventureiro da história, nada pode detê-lo (a).
Quando se tem um grande objetivo, nenhum obstáculo é grande demais para ser superado.
Quando foi dada a largada da grande corrida da vida e o relógio do tempo começou a contar a existência, ele (a) brilhou!
Mas tudo isso não seria possível se um ser especial, o Autor da existência, DEUS, não tivesse observado a capacidade de lutar, e então lhe premiou com O MILAGRE DA VIDA!
A vida é o maior espetáculo do mundo a obra-prima do Criador!
E por ter uma biografia que já começa tão magnífica é que todos estão e estarão juntos com ele (a) hoje, amanhã e depois para brindar a vida!
Não existem duas pessoas iguais no palco da vida.
Sem cada um de nós, o universo não seria o mesmo.
Cada um é um ser - humano Insubstituível!

Texto produzido com carinho para meu mais novo sobrinho ALEXANDRE, baseado no livro “Você é Insubstituível” de Augusto Cury, Editora Sextante.

Leila, julho/2006


Foto: Alexandre Lessak Rodrigues

Espaço Educação

A Comunicação é o que Chega - Por Reinaldo Passadori

Vivemos em uma época em que a comunicação interpessoal se faz necessária cada vez mais não apenas como um requinte de evolução pessoal, mas como uma competência básica que torna um profissional mais completo


Não basta falar, é preciso se comunicar. Quem deseja de fato se comunicar precisa ter a compreensão de que cada um de nós processa as informações de maneira distinta e diferente. Isso acontece porque há os limites naturais da própria linguagem, gramática e vocabulário, além disso, o tom de voz que pode ser agressivo, suave, malicioso ou irônico, mesclado com o olhar e a expressão facial que pode gerar inúmeras interpretações no interlocutor. Mais do que isso, cada um de nós possui um conjunto de filtro que podem ser representados da seguinte forma:

Imagine-se envolvido por uma bolha e essa bolha é amarela. Ela contém todas as suas memórias, experiências, sensações, valores, crenças, habilidade, talentos e outras características. Imagina também outra bolha, só que essa feita na cor azul e outra verde e outra cor de abóbora. Observe que cada uma dessas bolhas envolve alguém que a possui e enxerga o mundo através dessa cor que o envolve. A pergunta é: Qual é a cor verdadeira?

O indivíduo que contém a bolha azul logo dirá:
- É a minha a verdadeira, mas logo ouvirá o dono da cor amarela dizendo: Você é louco? Não vê que a cor certa é essa? Ela contém toda a verdade... e, assim podemos concluir que todos defendem vigorosamente serem os possuidores de suas verdades. E na verdade todos estão com a verdade.

A grande questão e talvez o maior desafio é justamente esse. Como uma pessoa envolta por uma bolha azul (azul-verdade) poderá se relacionar com um amarelo-verdade ou verde-verdade ou marrom-verdade?

Por falar em verdade e imaginação, poderíamos imaginar alguém muito especial dizendo num tom grave, suave e sonoro: Que só se comunicará de fato, quem tiver flexibilidade para que sua cor de bolha receba um pouco da cor da bolha do outro e, descobrir algo fascinante: a possibilidade do entendimento.

Essa flexibilidade também pode ser chamada de tolerância, paciência, amor ao próximo, empatia, bom senso, compreensão, boa vontade, bom humor, calma e inteligência emocional. O mais curioso disso tudo é que todos temos em potencial essas características em nossas bolhas.

Esteja atento porque vivemos em uma época em que a comunicação interpessoal se faz necessária cada vez mais não apenas como um requinte de evolução pessoal, mas como uma competência básica que torna um profissional mais completo.

Reinaldo Passadori é diretor-presidente do Instituto Reinaldo Passadori e autor do livro Comunicação Essencial - Estratégias eficazes para encantar seus ouvintes, Editora Gente - www.reinaldopassadori.com.br

Reflita! Pense em todas as possibilidades! Comunique-se!
Aprendemos todos juntos!

Com o carinho de sempre, Leila

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Espaço by Amigos


Zigue e Zague

Um zigue-zague constante....
Um corre-corre agitado,
Um vai vem tumultuado
É o centro da cidade, é o reflexo de nós....

Corremos para todos os lados
Corremos desesperados...
Na busca de quê?

Labirinto interior angústia do eu perdido?....

Mas chega um momento...
Que queremos paz,
Organizamos nossos passos,
Para que neste trânsito da terra possamos viver...

Viver com harmonia
que reflita saúde física e mental!

Monica, jan/2007

Imagem: Monica Puccinelli, criação em foto-montagem

Fragmentos Poéticos...

“Com o conhecimento nossas dúvidas aumentam”.

Goethe, poeta alemão

Água e Morango!


Declaração Universal dos Direitos da Água

Em 22 de março de 1992 a ONU
(Organização das Nações Unidas)
instituiu o "Dia Mundial da Água",
publicando um documento intitulado
"Declaração Universal dos Direitos da Água".


1.A água faz parte do patrimônio do planeta.
Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos.

2.A água é a seiva de nosso planeta.
Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.

3.Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

4.O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

5.A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

6.A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

7.A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

8.A utilização da água implica em respeito à lei.
Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

9.A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

10.O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.


Fonte: Armando de Brito
Imagem: stockphotos

*aí Pi, valeu pela dica da imagem, este é o meu sobrinho querido!

Reflexões

LIÇÃO DE VIDA

Velocidade do tempo

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo. Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sangüínea. Então... quando tempo suficiente houver passado, você perderá completamente a noção das horas, dos dias... ou anos. Estou exagerando para efeito didático, mas em essência é o que ocorreria. Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol. Se alguém tirar estes sinais sensoriais da nossa vida, simplesmente perdemos a noção da passagem do tempo.

Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:
Nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho. Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia. Para que não fiquemos loucos , o cérebro faz parecer que nós não vimos, não sentimos e não vivenciamos aqueles pensamentos automáticos, repetidos, iguais.
Por isso, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. É quando você se sente mais vivo. Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e "apagando" as experiências duplicadas. Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente. Quando começamos a dirigir, tudo parece muito complicado, o câmbio, os espelhos, os outros veículos... nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular (proibido no Brasil), ao mesmo tempo. E você usa apenas uma pequena "área" da atenção para isso.

Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência). Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa... são apagados de sua noção de passagem do tempo... Porque estou explicando isso? Que relação tem isso com a aparente aceleração do tempo? Tudo.

Veja, quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo. Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década. Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a... r-o-t-i-n-a.

Fonte: Newsletter “Bom Dia”

Espaço Educação

Aristóteles

"Todos os que meditaram na arte de
administrar o gênero humano
foram convencidos que o destino de impérios
depende da educação da juventude."


(Aristóteles) filósofo grego. Nasceu em 10/01/384 a. C., Faleceu em 31/12/322 a. C., Cálcis. Um dos mais importantes pensadores de todos os tempos.


Filho de Nicômaco, médico de Amintas II, rei da Macedônia e pai de Filipe. Aos 17 anos, foi para Atenas, tornando-se discípulo de Platão na Academia. Continuaria por 20 anos ao lado do mestre, até a data de sua morte. Deixando Atenas, foi para Assos, na Ásia Menor, onde Hérmias, ex-membro da Academia, governava. Lá desposou Pítias, sobrinha de Hérmias. Com a morte deste, mudou-se para Mitilene, onde permaneceu por dois anos. Falecendo sua esposa, desposou posteriormente Herpilis, que lhe deu um filho, Nicômaco. Em 343, mudou-se para a corte de Pela, porque Filipe da Macedônia lhe confiou a tarefa de educar seu filho, Alexandre. Em 336, com a morte de Filipe e ascensão de Alexandre ao trono, este rei iniciou as expedições que lhe permitiram construir um vasto império. Nesta data, Aristóteles regressou a Atenas, onde fundou sua própria escola, o Liceu, que se transformou em importante centro de estudos, não apenas filosóficos mas, igualmente, de ciências naturais, dotado de imponente acervo de livros, instrumentos e espécimes. Após a morte de Alexandre, em 323, a facção nacionalista extremada de Atenas dirigiu contra Aristóteles o ódio devotado ao líder macedônio, acusando o filósofo de impiedade. Aristóteles refugiou-se em Cálcis, onde veio a falecer no ano seguinte.

A obra aristotélica era dividida em duas espécies de escritos: uma destinada ao grande público, obras exotéricas, redigida em forma dialética, e outra de caráter demonstrativo e didático, composta para os alunos da escola, obras acroamáticas. Da primeira espécie, restam-nos apenas dois diálogos: Eudemo e Protréptico. As obras dedicadas ao ensino do Liceu foram conservadas pela escola, e um grande número delas chegou até nossos dias. Elas se encontram sistematicamente divididas em seis grupos. Escritos lógicos, que receberam a denominação genérica de Organon. Este compreende: Categorias, Sobre a Interpretação, Analíticos, Primeiros e Segundos, Tópicos e Refutações Sofísticas; estudos da natureza, que incluem dois grupos: o primeiro de estudos físicos, dos quais fazem parte a Física, Sobre o Céu, Sobre a Geração e a Corrupção e Meteorológicos, e o segundo de estudos biológicos, referentes ao mundo vivo, onde figuram: Da Alma e História dos Animais, composta de estudos acerca de suas partes, geração, movimento; filosofia primeira, que inclui os catorze livros agrupados posteriormente sob a denominação Metafísica; os escritos éticos e políticos, de que fazem parte a Ética a Nicômaco, Ética a Eudemo e Política; e, finalmente, as obras Retórica e Poética, desta última nos restam somente fragmentos, que merecem, cada uma, um lugar próprio.

A obra aristotélica possui enorme abrangência e importância. Desse modo, torna-se extremamente difícil resumi-la em alguns tópicos fundamentais. Limitar-nos-emos a apenas indicar alguns temas presentes no pensamento deste autor, apontando brevemente alguns encaminhamentos seguidos em sua argumentação.

A lógica é desenvolvida por Aristóteles como um instrumento, em grego organon seguro de constituição da ciência, uma vez que é capaz de conferir certezas ao conhecimento que dela se vale. Seu papel na filosofia de Aristóteles pode ser compreendido em dois sentidos: em sentido estrito, pode ser encarado como um meio de acesso, ou uma técnica, tendo suas investigações neste campo determinado fundamentalmente os avanços deste estudo, posteriormente denominado lógica formal, ver Lógica.; em sentido amplo, a lógica aparece para este pensador como um meio seguro de acesso aos entes, uma vez que, em sua concepção, existe estreita correspondência entre o pensamento lógico e a estrutura ontológica da realidade. É Aristóteles o primeiro a formular o princípio de não contradição, que possui este caráter a um só tempo lógico e metafísico: é impossível a uma coisa ser e não ser, ao mesmo tempo e sob a mesma relação. Sendo este o princípio fundador de todas as demonstrações, é forçoso que ele seja, em si, indemonstrável, sendo a partir dele que se pode refutar todos aqueles que o negam. No âmbito da lógica tomada em seu sentido estrito, é Aristóteles o criador do método denominado dedução, que tem no silogismo sua mais perfeita forma. Este pretende fornecer certeza e necessidade às conclusões acerca do particular, advindas de premissas gerais verdadeiras. É também Aristóteles o primeiro filósofo a subordinar claramente a verdade à linguagem, afirmando que a verdade não reside nas coisas mesmas, mas somente na relação que se estabelece entre as coisas e as proposições acerca delas.

Existe, contudo, segundo a concepção aristotélica, um modo de conhecimento que opera em sentido oposto ao dedutivo, e que parte da multiplicidade oferecida aos sentidos para extrair dela conceitos de ordem geral. Tal procedimento é a indução, que permite ao conhecimento atingir o universal próprio ao conceito, presente, enquanto estrutura, em todos os entes. Se as ciências devem ter por meta alcançar as estruturas gerais dos entes, elas devem estar todas subordinadas a uma ciência primeira, que abarca o modo mais fundamental de todo ente manifestar-se, isto é, o simples fato de ser. Esta ciência será chamada metafísica, sendo determinada como ciência do ser enquanto ser. A fim de poder compreender a unidade do ser conjuntamente à pluralidade pela qual se manifesta, Aristóteles afirma uma concepção analógica do ser, que exprime: o ser se diz em vários sentidos. As diversas acepções nas quais o ser pode ser tomado podem ser reunidas sob a forma de dez categorias, quais sejam: substância, acidente, quantidade, qualidade, relação, espaço, tempo, posição, estado e paixão. A ciência do ser enquanto ser também é compreendida como ciência das causas, por investigar o princípio de todos os entes. Se o princípio é, por excelência, imóvel, não gerado e separado da matéria, causa não causada de tudo que é, é preciso forçosamente identificá-lo com a divindade. O estudo das causa deve ser, assim, estudo acerca de Deus. Desta maneira, para Aristóteles, a Metafísica constitui-se, necessariamente, como Teologia.

Aristóteles se depara com a tarefa de garantir a imobilidade do ser, afirmando, contudo, o movimento presente na natureza. Para isto, ele desenvolve uma teoria do movimento desde a dupla caracterização ato-potência. Nesta perspectiva, o movimento é a atualização disso que já pertencia a um ente enquanto virtualidade. Se o ser é não apenas ato, mas também potência, as coisas podem sofrer modificações sem deixar de ser, pois tornar-se outro será, nesta concepção, entendido como a passagem de um modo de ser a outro, ambos sempre potencialmentes presentes. Desde esta interpretação, forma-se a compreensão da divindade como Motor Imóvel, ato puro de contemplação de si mesmo, que não se relaciona com o mundo, mas apenas o atrai, como o amado atrai o amante. Deus, para este pensamento, nem sequer conhece o mundo, uma vez que o conhecer é movimento, é atualização de uma potência e a divindade, sendo perfeita, é ato puro, realização plena na qual não cabe nenhuma possibilidade.

Possuem ainda importância decisiva as investigações de Aristóteles no campo da Ética. Este postula o bem, ou antes o supremo bem como a finalidade à qual tende toda ação. Todos estão de acordo que este bem último é a felicidade, apesar de diferirem as opiniões sobre que esta consiste. É necessário defini-la em função daquilo que é a ação mais própria do homem, de modo que a felicidade seja sua plena realização. Ora, se os homens se distinguem de todos os seres vivos pelo pensamento, o cultivo da razão será a suprema felicidade humana, e a vida de acordo com ela constituirá a vida virtuosa por excelência. Se o virtude, o bem e a felicidade se correspondem, o bem deve ser encarado como um fim em si mesmo, pois nele já reside a felicidade. A fim de determinar mais precisamente em que consiste a virtude, Aristóteles é levado a afirmar que ela constitui um meio, ou antes, a justa medida encontrada em qualquer ação. Este meio não é uma medida matemática, comum a todos os entes; antes, ele se estrutura em cada ação, de modo a configurar o ato pleno, ao qual nada pode ser tirado ou somado. A coragem, é uma virtude pois se dá como este meio, na medida em que chamamos corajosa a ação precisa e necessária a uma determinada situação: se fosse algo menos do que foi, seria covardia; algo mais, temeridade.

O pensamento de Aristóteles exerceu influência marcante na história da filosofia, não apenas no mundo antigo e medieval, mas alcançando o pensamento moderno e contemporâneo, contribuindo para sua determinação. As questões levantadas por este filósofo continuam sendo debatidas como questões fundamentais e servem de paradigma a vários ramos da filosofia, como a ética, lógica, metafísica, teologia ou estética.

Fonte: Grupo Universalista

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

O valor da ação

Hoje me avalio...
E vejo que muito ainda me falta
Hoje me avalio...
E o conhecimento me salta
Hoje me avalio...
E reconheço que nada sei
Hoje me avalio...
E me sinto um grão de areia
Hoje me avalio...
E percebo que muito tenho para fazer
Hoje me avalio...
Para melhor ser
Hoje me avalio...
E me aceito!

Avaliação, não é negação, é validar uma ação!
Cada momento, tem seu valor!
Leila, 2003

Espaço by Música



Ventos de Paz


Leila Pinheiro & Jorge Vercilo

Ao mergulhar
no seu olhar sereno
Reencontrei rastros do que vivemos
Navegador, águas de amor espero...

Longe do cais, você me faz eterno
Vem, Prazer!

Ventos de Paz

Muda minha vida amor...

Eu te espero o quanto for

Abraça meu destino

Descobre meu caminho Querida...
Assim como essas flores

que nascem entre as pedras da vida

Te beijo com meus olhos
te entendo sem palavras Amiga...
Depois de tanto tempo

Pra tudo e todo sempre: Bem-vinda!

Vem, prazer!

Ventos de paz

Muda minha vida amor...
Eu te espero o quanto for
Abraça meu destino

Descobre meu caminho
Querida...
Assim como essas flores

que nascem entre as pedras da vida

Te beijo com meus olhos
te entendo sem palavras Amiga...
Depois de tanto tempo...
Pra tudo e todo sempre: Bem-vinda!

Meu amor...
Meu amor...

trilha de "Páginas da Vida - Nacional"

Fonte: www. vagalume.com.br




Reflexão...



Aprenda com as borboletas

Muitas vezes, passamos um longo tempo de nossas vidas correndo desesperadamente atrás de um amor, de um emprego, de uma casa, de uma amizade....
E não conseguimos! Será que não conseguimos mesmo ou não percebemos os sinais que recebemos de que ainda não estamos prontos! Preste atenção nessa mensagem sobre borboletas...
Ela vai te ensinar muito.

"Não corra atrás de borboletas.
Cuide de seu jardim e elas virão até você! Devemos compreender que a vida segue seu fluxo e que ele é perfeito. Tudo acontece no seu devido tempo. Nós é que nos tornamos ansiosos e estamos constantemente querendo "empurrar o rio".
Calma!

O rio vai sozinho, obedecendo ao ritmo da natureza...
Se passarmos todo o tempo desejando as borboletas e reclamando porque elas não se aproximam da gente, mas vivem no jardim do nosso vizinho, elas realmente não virão.
Mas, se nos dedicarmos a cuidar do nosso jardim, a transformar o nosso espaço, a nossa vida, num ambiente agradável, perfumado e bonito, será inevitável.... As borboletas virão até nós....
Dê o que você tem de melhor e a vida lhe retribuirá....!
Viva a vida!
(Autor desconhecido)

Espaço Educação


A Canoa

“Em um largo rio, de difícil travessia,
Havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro.
Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora.
Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao
barqueiro: Companheiro, você entende de leis?
Não, respondeu o barqueiro.
E o advogado compadecido: É pena, você perdeu metade da vida.
A professora muito social, entra na conversa:
Seu barqueiro, você sabe ler e escrever?
Também não, respondeu o barqueiro.
Que pena!
Condói-se a mestra - Você perdeu metade de sua vida!
Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco.
O barqueiro preocupado, pergunta:
Vocês sabem nadar?
NÃO! Responderam eles rapidamente.
Então é uma pena - Conclui o barqueiro.
Vocês perderam toda a vida.
Não há saber maior ou saber menor.
Há saberes diferentes”.
PAULO FREIRE

Pense nisso e valorize todas as pessoas com as quais tenha contato.
Cada uma delas tem algo de diferente para ensinar, todos os dias temos a oportunidade de aprender juntos!



Espaço do Chef



Sugestão do Chef Luiz Ricardo

Atum com gergelim, shiitake e balsâmico

Ingredientes
- 200 gramas de atum vermelho
- 100 gramas de shiitake cortado em tiras
- Gergelim preto e branco para empanar
- 01 colher (sopa) de manteiga
- 02 colheres (sopa) de azeite de oliva
- 01 colher (sopa) shoyu
- 01 colher (sopa) de salsinha picada
- Sal e pimenta do reino a gosto
- 50ml de vinagre balsâmico
- 02 colheres (sopa) de açúcar

Modo de Preparo
- Se o shiitake for seco, hidratar em água quente por 20 minutos, escorrer e cortar em tiras.
- Derreta a manteiga num frigideira e doure o shiitake. Acrescente o shoyu e a salsinha. Reserve.
- Numa panelinha, reduza, em fogo baixo, o vinagre balsâmico com o açúcar até a metade. Formando um calda tipo de caramelo. Deixe esfriar.
- Tempere o atum com o sal e a pimenta do reino, passe no gergelim de todos os lados. Aqueça uma frigideira anti-aderente,ou panela de ferro ou inox, coloque o azeite e doure o atum, de todos os lados, durante aproximadamente uns 4 minutos, ou a seu gosto.

Observações
Montagem:
Faça fios com o caramelo de balsâmico, coloque o shiitake e sobre ele o atum fatiado na diagonal.

Bom Apetite!



terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Espaço by Saúde




Frutos vermelhos Morangos, framboesas, amoras-pretas, mirtilos, groselhas-vermelhas e pretas... são, todos eles, extraordinariamente benéficos para o seu sistema imunitário


Sistema imunitário

Muitos destes pequenos frutos vermelhos contêm a maior parte das vitaminas antioxidantes vitais (A, na forma de betacaroteno, C e E); outros contêm-nas todas, tornando-se extremamente importantes para o funcionamento do sistema imunitário, uma vez que estas vitaminas neutralizam a acção dos radicais livres - responsáveis, a nível celular, por muitos dos nossos problemas de saúde.

Além de nos protegerem contra as infecções, estes frutos de aparência deliciosa são eficazes na luta contra doenças degenerativas mais graves, e até mesmo contra o envelhecimento prematuro.

Juventude e vigor
Devido ao seu elevado teor de antioxidantes, estes frutos contribuem para a eliminação de toxinas do organismo e são importantes armas contra o envelhecimento. 0s morangos, por exemplo, trazem benefícios à pele, suavizando rugas e vincos, e aliviam a artrite. Já as framboesas são ligeiramente laxantes e ajudam a digestão.

Dado o seu elevado teor de fitoestrogénios, todos estes frutos são benéficos para os problemas associados à menstruação – períodos irregulares, síndroma pré-menstrual, perturbações da menopausa. 0 chá de folhas de framboesa fortalece os tecidos do útero e é tradicionalmente usado nos últimos três meses de gravidez para reduzir o risco de hemorragias graves durante o parto. Este chá é também usado para aliviar as dores menstruais.

As groselhas-vermelhas e pretas e os mirtilos são excelentes purificadores do sangue. As amoras-pretas são uma boa fonte de energia e, tal como os arandos-da-América, aliviam a congestão das vias respiratórias e as dores de garganta. 0s arandos e as groselhas-pretas são úteis em caso de infecções dos rins, bexiga e vias urinárias.

Muitos destes frutos são ricos em minerais, sobretudo cálcio, magnésio e potássio. 0 primeiro, essencial para ossos e dentes fortes, é também necessário para o bom funcionamento do sistema nervoso, músculos e coração. 0 magnésio e o potássio são também importantes para o coração e o sistema nervoso. Estes minerais, e ainda as quantidades vestigiais de ferro e zinco existentes em muitos destes frutos, são vitais para a saúde e para o crescimento celular.

Escolher, guardar e usar
0s frutos carnudos são de deterioração rápida, pelo que devem ser consumidos logo após a compra. Escolha frutos maduros, mas não em demasia, e sem sinais de bolor; dê preferência aos produzidos por meio de cultura biológica.

Logo que possível, retire a película plástica da embalagem, lave-os bem e guarde-os no frigorífico até à altura de servir.

Estes frutos são melhores crus. Quando maduros, não necessitam de ser adoçados, mas pode juntar-lhes um pouco de mel e sumo de fruta ou servi-los com iogurte ou gelado. Pode também usá-los na preparação de deliciosas sobremesas ou em compotas.

Benefícios
  • As fibras são úteis ao funcionamento do aparelho digestivo;
  • 0 elevado teor de antioxidantes protege contra a infecção e a doença;
  • Favorecem a saúde e a renovação celular;
  • As groselhas-vermelhas e pretas, amoras-pretas e mirtilos purificam o sangue e tonificam a circulação;
  • 0s arandos são benéficos nas infecções dos rins, bexiga e vias urinárias;
  • As groselhas-pretas podem aliviar as infecções respiratórias.

Fragmentos Poéticos...

"...quero viver a magia de cada instante,
embriagar-me de alegria..."

Helena Kolody,
livro "Viagem no Espelho" - Editora UFPR.