... é uma forma encontrada para compartilhar a visão que faço do mundo, das pessoas e das coisas a minha volta, e principalmente, da tentativa de se resgatar a energia vital que cada um tem dentro de si, a fim de que possamos construir a vida, com inspirações que mobilize em cada um a coragem de experimentar, de se motivar a viver com paixão e determinação os projetos de vida!

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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Fragmentos Poéticos...



MUDAR


"Mude, mas comece devagar,

porque a direção é mais importante

que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira,

no outro lado da mesa.

Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair,

procure andar pelo outro lado da rua.

Depois, mude de caminho,

ande por outras ruas,

calmamente,

observando com atenção

os lugares por onde

você passa.

Tome outros ônibus.

Mude por uns tempos o estilo das roupas.

Dê os teus sapatos velhos.

Procure andar descalço alguns dias.

Tire uma tarde inteira

para passear livremente na praia,

ou no parque,

e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas

e portas com a mão esquerda.

Durma no outro lado da cama...

depois, procure dormir em outras camas.

Assista a outros programas de tv,

compre outros jornais...

leia outros livros,

Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida.

Ame a novidade.

Durma mais tarde.

Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia

numa outra língua.

Corrija a postura.

Coma um pouco menos,

escolha comidas diferentes,

novos temperos, novas cores,

novas delícias.

Tente o novo todo dia.

o novo lado,

o novo método,

o novo sabor,

o novo jeito,

o novo prazer,

o novo amor.

a nova vida.

Tente.

Busque novos amigos.

Tente novos amores.

Faça novas relações.

Almoce em outros locais,

vá a outros restaurantes,

tome outro tipo de bebida

compre pão em outra padaria.

Almoce mais cedo,

jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado...

outra marca de sabonete,

outro creme dental...

tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores.

Vá passear em outros lugares.

Ame muito,

cada vez mais,

de modos diferentes.

Troque de bolsa,

de carteira,

de malas,

troque de carro,

compre novos óculos,

escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios,

quebre delicadamente

esses horrorosos despertadores.

Vá a outros cinemas,

outros cabeleireiros,

outros teatros,

visite novos museus.

Se você não encontrar razões para ser livre,

invente-as.

Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem

despretensiosa,

longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas.

Troque novamente.

Mude, de novo.

Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores

e coisas piores do que as já conhecidas,

mas não é isso o que importa.

O mais importante é a mudança,

o movimento,

o dinamismo,

a energia.

Só o que está morto não muda !

Repito por pura alegria de viver:

a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não

vale a pena!!!!"


Edson Marques



sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Fragmentos Poéticos....



Coração é terra que ninguém vê

Quis ser um dia, jardineira

de um coração.

Sachei, mondei - nada colhi.

Nasceram espinhos

e nos espinhos me feri.


Quis ser um dia, jardineira

de um coração.

Cavei, plantei.

Na terra ingrata

nada criei.


Semeador da Parábola...

Lancei a boa semente

a gestos largos...

Aves do céu levaram.

Espinhos do chão cobriram.

O resto se perdeu

na terra dura

da ingratidão

Coração é terra que ninguém vê

- diz o ditado.

Plantei, reguei, nada deu, não.

Terra de lagedo, de pedregulho,

- teu coração. Bati na porta de um coração.

Bati. Bati. Nada escutei.

Casa vazia. Porta fechada,

foi que encontrei...


Cora Coralina



domingo, 12 de outubro de 2008

Feliz Dia das Crianças! 12 de outubro...



Ou isto...ou aquilo...


Ou se tem chuva e não se tem sol

ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,

ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,

quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa

estar ao mesmo tempo em dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,

ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aqiulo . . .

e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,

se saio correndo ou fico tranquilo.

Mas não consegui entender ainda

qual é melhor: se é isto ou aquilo

Cecília Meireles



sábado, 3 de maio de 2008

Espaço by Amigos...



Muitas vezes nem mesmo nós
Que acreditamos estar preparados conseguimos compreender
Toda essa avalanche de obstáculos, desafios...
Só nós sabemos o quanto é difícil suportar
Toda essa carga que cai sobre nosso frágil corpo...
Precisamos aprender que o corpo cansa,
Desiste em algumas situações,
Não tolera muitos esforços,
Mas, analisando melhor...
O espírito é quem comanda toda essa parafernalha
A máquina humana,
E que dependemos dele para que o nosso corpo agüente
Suporte chuva, sol, calor, frio, fome,
Medo, angústias, sede de viver...
Sede de viver o amor, a paz, a esperança, a coragem, a fé...
Sede de viver e exercitar tudo isto
Enquanto caminhamos em busca da nossa própria evolução...

Udi Ratacheski,
01/05/2008

segunda-feira, 24 de março de 2008

Espaço by Amigos



NOITES*


Alta noite...
Ruas vazias...
Muros frios...
O silêncio !
Eu sou a noite, que calmamente
Vem chegando, encobrindo o céu,
com um manto escuro.

Eu sou a noite.
Trago reflexões
para cabeças confusas,
trago amor
para quem precisa vivê-lo.
Trago também a saudade
pra quem já foi.

Às vezes, também trago o medo,
trago a solidão
para quem é só.
As calçadas desertas,
apenas o vento, a bailar pelo infinito.

Eu sou a noite.

Trago canções tristes,
trago acomodações,
trago sonhos e fantasias.

Eu sou a noite.

Trago o aroma das flores,
trago a ilusão,
trago meu pranto também,
trago a madrugada, como consolo.
E logo será dia, eu tenho que ir embora.
Pois eu sou a noite.


Alcione Thomazzi

* Poesia da minha amiga Alcione, publicada no Jornal UNIAFC - junho/1987.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Fragmentos Poéticos...

Talvez

Talvez não ser,
é ser sem que tu sejas,
sem que vás cortando
o meio dia com uma
flor azul,
sem que caminhes mais tarde
pela névoa e pelos tijolos,
sem essa luz que levas na mão
que, talvez, outros não verão dourada,
que talvez ninguém
soube que crescia
como a origem vermelha da rosa,
sem que sejas, enfim,
sem que viesses brusca, incitante
conhecer a minha vida,
rajada de roseira,
trigo do vento,

E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...
E por amor
Serei... Serás...Seremos...



Pablo Neruda


quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Poesia...



Pátria
por Olavo Bilac


Pátria, latejo em ti, no teu lenho, por onde
Circulo! e sou perfume, e sombra, e sol, e orvalho!
E, em seiva, ao teu clamor a minha voz responde,
E subo do teu cerne ao céu de galho em galho!

Dos teus liquens, dos teus cipós, da tua fronde,
Do ninho que gorjeia em teu doce agasalho,
Do fruto a amadurar que em teu seio se esconde,
De ti, - rebento em luz e em cânticos me espalho!

Vivo, choro em teu pranto; e, em teus dias felizes,
No alto, como uma flor, em ti, pompeio e exulto!
E eu, morto, - sendo tu cheia de cicatrizes,

Tu golpeada e insultada, - eu tremerei sepulto:
E os meus ossos no chão, como as tuas raízes,
Se estorcerão de dor, sofrendo o golpe e o insulto!





quer fazer download, clique aqui: Girassol
Fonte: Jornal de Poesia http://www.revista.agulha.nom.br

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Minhas Composições


Quatro Estações



Outono...

Folhas que caem,

Tempo de reflexão,

Idéias em hibernação.


Inverno...


Vento que sopra,

Tempo de concentração

Conhecimento em solidificação.



Primavera...


A natureza floresce,

Tempo de renovação

Aprendizado que amadurece.



Verão...


A energia irradia

Tempo de ousadia

Ações que contagiam.



As estações...




A natureza em processo

Tempo de assimilação,

Seres em expressão...



Leila
Abril/2007





Imagens: http://www.manualdigital.com.br/index1.asp?c=116



domingo, 22 de abril de 2007

Onde Você Vê...



Onde você vê um obstáculo,
alguém vê o término da viagem
e o outro vê uma chance de crescer.

Onde você vê um motivo para se irritar,
Alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para sua paciência.

Onde você vê a morte,
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa...

Onde você vê a fortuna,
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.

Onde você vê a teimosia,
Alguém vê a ignorância,
Um outro compreende as limitações do companheiro,
percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.

E que é inútil querer apressar o passo do
outro, a não ser que ele deseje isso.

Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar.

Porque eu sou do tamanho do que vejo.
E não do tamanho da minha altura.

Fernando Pessoa




Te Amo...


Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio

ou flecha de cravos que propagam o fogo:

Te amo como se amam certas coisas obscuras,

secretamente, entre a sombra e a alma.

Te amo como a planta que não floresce e leva

dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,

e graças a teu amor vive escuro em meu corpo

o apertado aroma que ascendeu da terra.

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,

Te amo diretamente sem problemas nem orgulho:

Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,

senão assim deste modo em que não sou nem és

tão perto que tua mão sobre meu peito é minha

tão perto que se fecham seus olhos com meu sonho.

Pablo Neruda


Imagem:
saudades lotus1.blogs.sapo.pt

quinta-feira, 15 de março de 2007

Fragmentos Poéticos...




Eu Comigo
Muito briguei eu comigo,
tive raiva,
me insultei.
E, de incontido desgosto,
em meu próprio ombro chorei.


Helena Kolody

Imagem: www.kakinet.com images kolody

quarta-feira, 14 de março de 2007

Fragmentos Poéticos...




Dois...
Apenas dois.
Dois seres...
Dois objetos patéticos.
Cursos paralelos
Frente a frente...
...Sempre...
...A se olharem...
Pensar talvez:
“Paralelos que se encontram no infinito...”
No entanto sós por enquanto.
Eternamente dois apenas.


Pablo Neruda


Imagem: www.diapolitismos.gr/

Espaço by Amigos





Bom dia!

Bom dia novo dia
Recebo-te de braços abertos
Embebo-me da luz do sol
Fortaleço-me pelo ar que respiro
Ilumino-me pela fé
Irradio serenidade alimentada pelo amor
Cultivo a caridade da palavra e do olhar
Ouço com carinho e atenção
Renovo-me a cada dia,
vivendo...
Vivendo um grande amor
Amor pela vida, amor pelo ser
Amor que a cada amanhecer ...
Me faz dizer: bom dia lindo dia!
Amo você!


Monica Puccinelli
Sbee - 27 02 07


Imagem: http://imgs.sapo.pt/

sábado, 10 de março de 2007

Mulher de verdade...




Uma mulher de verdade não precisa de asas, nem combustível.
Para chegar onde quer, ela sobe alto, caminha longe.
Vai ao lugar mais impossível
Não vai amanhã, ela vai hoje.

Uma mulher de verdade não precisa de roupas belas
Não usa máscaras para fingir o que não é e agradar
Ela encanta pela sua essência, sorriso e olhar.
Ela chama atenção porque ela é bela!

Uma mulher de verdade se junta para compartilhar.
Não se anula, não sufoca, não duvida.
Ela sabe amar, doar.
Sabe viver a sua vida.

Uma mulher de verdade se conhece e se permite
Ela ousa, arrisca, ama e se apaixona sem limite.
Fala de amor com seu amado
Mostra seus desejos ao eleito de seu lado.

Uma mulher de verdade é uma mulher comum
Ela confia na sua intuição e a segue.
É uma sacerdotisa da lua e
celebra as pequenas coisas de uma forma incomum.

Ela cozinha, fala com os animais e molha suas plantas.
Põe a mão de seu amado entre as suas
E mostra a ele suas curvas e ancas
Mostra seu inferno, o paraíso e todas suas ruas.

Uma mulher de verdade se refaz todo dia.
Embora se refugie dentro de sua boca comprimidos,
o silêncio, seco, sexo, saliva e sofrimento de Maria
Ela renasce Deusa num mundo de reprimidos... todo dia!

Autor desconhecido


Imagem: Claudia de Lara,
minha amiga artista plástica competentíssima!

Dica: www.claudiadelara.cjb.net

terça-feira, 6 de março de 2007

Mulheres...



Fonte e Imagem: horasvagas.blogs.sapo.pt

Felicidades Mulheres!
com carinho,
Leila

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Espaço by Amigos



MOMENTOS

"Nossas vidas...
cada instante vivido...
deixamos rastros que nos conduzem a um caminho.
Construimos os erros e com eles aprendemos a evitá-los,
vivenciamos as experiências,os encontros e desencontros,
a ilusão e a realidade,
o medo e a segurança,
o conflito e a paz...
Caminhamos por vezes indiferente ao acaso,
despercebendo de tudo que se movimenta a nossa volta,
por instantes ao nosso lado...
Momentos que passaram e que jamais acontecerão novamente,
porque tudo que deixamos passar se apagará no tempo
menos em nossas mentes;
lembranças que carregaremos através das vidas,
dos sonhos e dos desejos.
Ao longo dos percursos que trilhamos
deixamos para trás um pouco de nós mesmos,
da nossa essência e da busca desenfreada
de não perder o significado de tudo isso.
Muitas vezes imagino que a vida é como um papel ao vento...
flutuando e se deixando levar...
sem controle, sem destino,
esperando por algo que a conduza a um porto seguro,
por um momento de tranquilidade e quietude,
longe das turbulências que nos arremetem para fora do caminho,
da própria vontade de querer seguir rumo ao equilíbrio
e ao conforto do amparo,
de um ombro amigo que nos conforte
e transmita exatamente aquilo que gostaríamos
de ouvir, sentir,
momentos...
todo instante a necessidade de poder se agarrar a alguém
a procura de socorro, de compreensão e amparo...
momentos que significarao até a eternidade;
instantes de aconchego e entrega das angústias que enfraquecem
nos braços abertos da pessoa que amamos".

Cleodimar,
fev./2007

Imagem:cuatro_estacionesgrado.grao.net

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Um olhar...



A gente olha...
E o que vê?
Será que vê?
A gente percebe?
Será que percebe?
Com que olhos?
Do coração?
Da alma?
Com que óculos?
Da cultura possuída?
Do conhecimento apreendido?
Do saber instituído?
Da vida sentida, vivida?
Mas com que forma?
Mas de que forma?
Quadrada?
Pacotes prontos?
Circular?
Dinâmica?
Diversa?
Exlética?
Transdisciplinar?
Complexa?
Em movimento...
E como fazer?
Respeitando?
Considerando?
Cooperando?
Amando?
Compondo?
Participando?
Fazendo?
Sendo?
Pra fazer o quê?
Construção?
Fundamentação?
Verticalização?
Transformação?
Evolução?
Do ser?
No Planeta?
...

Leila,
junho/2005


Imagem:timon.blogs.sapo.pt

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Espaço by Amigos...



Fevereiro é diferente,
tem vinte e oito dias;
e, de vez em quando, vinte e nove.
É o primeiro do ano
- janeiro não conta;
janeiro é férias,
é só descanso.
Afinal, o país é tropical!
O retorno é fevereiro.
Fevereiro é diferente,
mágico, alegre – doce reencontro.
Fevereiro tem carnaval
- uma musiquinha gostosa diz isso:
“fevereiro tem Carnaval...tem C-a-r-n-a-v-a-l !”
Nascer em fevereiro é privilégio
- privilégio que traz, na essência,
o desabrochar do ser fraterno.
Um desses seres fraternos, solidários,
e - por que não?! - missionário,
veio à luz no dia Sete.
Sete, para os antigos,
é número mágico – perene-,
é a parte, o todo e a totalidade!
E, envolta nessa magia,
contagiada pela alegria de fevereiro
e do número sete,
alguém muito especial comemora aniversário:
Leila Regina Sanches,
a quem se presta as merecidas homenagens,
neste dia tão especial.

Olimpio & Madalena

Imagem:www.cest-tout.nl

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Espaço by Amigos



Movimento...

...É esse movimento que nos impulsiona,
Que pulsa dentro de nós,
Que nos fortalece cada vez mais.
A incerteza que nos revigora, que nos dá força para continuar,
para construir, para acreditar.
É a voz do amor nos intuindo a todo momento,
O enxergar, o sentir, o fazer, o construir, o evoluir...


Virgínia Demogalski, 2005.

Fragmentos Poéticos...