... é uma forma encontrada para compartilhar a visão que faço do mundo, das pessoas e das coisas a minha volta, e principalmente, da tentativa de se resgatar a energia vital que cada um tem dentro de si, a fim de que possamos construir a vida, com inspirações que mobilize em cada um a coragem de experimentar, de se motivar a viver com paixão e determinação os projetos de vida!

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Espaço Ciência







A poética do Universo: o ser humano

Por Edgar Morin

“(...) encontramo-nos no gigantesco cosmos em expansão, constituído de bilhões de galáxias e de bilhões e bilhões de estrelas.

Aprendemos que nossa Terra era um minúsculo pião que gira em torno de um astro errante na periferia de pequena galáxia de subúrbio.

As partículas de nossos organismos teriam aparecido desde os primeiros segundos de existência de nosso cosmo há (talvez?) quinze bilhões de anos;

Nossos átomos de carbono formaram-se em um ou vários sóis anteriores ao nosso;

Nossas moléculas agruparam-se nos primeiros tempos convulsivos da Terra;

Estas macromoléculas associaram-se em turbilhões dos quais um, cada vez mais rico em diversidade molecular, se metamorfoseou em organização de novo tipo, em relação à organização estritamente química: uma auto-organização viva.

A epopeia cósmica da organização, continuamente sujeita às forças da desorganização e da dispersão, é também a epopeia da religação que, sozinha, impediu que o cosmos se dispersasse ou se desvanecesse ao nascer. No seio da aventura cósmica, no ápice do desenvolvimento prodigioso de um ramo singular da auto-organização viva, prosseguimos a aventura à nossa maneira.

(...) Nós, os seres vivos, somos um elemento da diáspora cósmica, algumas migalhas da existência solar, um diminuto broto da existência terrena.(...)”


Morin, Edgar. Trecho da obra “Os sete saberes necessários à educação do futuro". Editora Cortez, 2001.


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Espaço Ciência



Física quântica a olho nu

Pela primeira vez, físicos criam emaranhamento quântico, estranha ligação entre duas partículas, em um objeto sólido e visível, o diamante. O feito nos deixa mais próximos dos computadores quânticos, que teriam uma supercapacidade de processamento.

Por: Sofia Moutinho

Publicado em 01/12/2011 | Atualizado em 01/12/2011

Física quântica a olho nu

Equipe internacional de físicos consegue criar emaranhamento quântico entre partículas de dois diamantes, material sólido e visível a olho nu. (foto: Steven Depolo/ Flickr – CC-BY-2.0)

Físicos do Canadá, Inglaterra e Singapura conseguiram o feito inédito de criar um emaranhamento quântico, à temperatura ambiente, em objetos sólidos e visíveis a olho nu: dois diamantes de três milímetros de largura. Até então, esse fenômeno só tinha sido observado e induzido em objetos microscópicos.

O emaranhamento quântico é um dos misteriosos processos da física pelo qual duas partículas separadas e distantes se conectam 'fantasmagoricamente' formando um só sistema, de modo que as informações e características de cada uma delas deixam de ser individuais e passam a ser compartilhadas.

No emaranhamento, não é possível conhecer inteiramente as propriedades de uma partícula em separado, mas somente das duas em conjunto. “É como um casamento ideal”, compara o físico Paulo Nussenzveig, da Universidade de São Paulo (USP). “Não conseguimos falar somente do marido ou da esposa, mas sim do casal, pois um é totalmente dependente do outro, idealmente, se tornam inseparáveis.”

Estudiosos de todo o mundo acreditavam que esse fenômeno, previsto por Einstein em 1935 e observado em nuvens formadas por partículas microscópicas desde a década de 1970, também poderia acontecer em sólidos macroscópicos, geridos pelas leis clássicas da física. Mas o grupo internacional de físicos é o primeiro a demonstrar isso em artigo publicado na Science desta semana.

Os físicos usaram feixes de raios laser ultraenergéticos para gerar o emaranhamento entre fônons (quase-partículas que carregam vibração) de dois diamantes distantes 15 cm um do outro. Ao serem atingidos pelo feixe de laser simultaneamente, os fônons presentes nos diamantes foram excitados e se mantiveram emaranhados por sete picosegundos, o equivalente a um segundo dividido por 7 bilhões.

Esquema emaranhamento quântico
Os físicos criaram o emaranhamento ao bombardear com laser, simultaneamente, dois diamantes. Ao final do processo o detector identificou apenas um fóton emitido, o que comprovou o sucesso da experiência. (ilustração: Sofia Moutinho)

Para confirmar o emaranhamento, os cientistas mediram os fótons emitidos no processo – quando um fônon é excitado, ele libera fótons. Os cientistas observaram que o experimento resultou na emissão de apenas um fóton pelos dois diamantes, o que significa que eles estavam unidos pelo emaranhado quântico, formando um só objeto.

“Nosso detector registrou um fóton, que pode ter vindo de qualquer um dos dois diamantes em que um fônon foi excitado”, diz um dos físicos envolvidos na pesquisa, Ian Walmsley, da Universidade de Oxford, Inglaterra. “A indistinguibilidade entre essas duas possibilidades mostra que os dois diamantes compartilharam um fônon, comprovando o emaranhamento quântico.”

Os dois diamantes compartilharam um fônon, comprovando o emaranhamento quântico

Os físicos fizeram isso tudo à temperatura ambiente, o que também é inédito. As experiências anteriores para gerar emaranhamento usavam baixíssimas temperaturas, pois esse fenômeno, muito frágil, se desfaz ao sofrer qualquer interferência do ambiente, como as mudanças causadas pelo calor no arranjo dos átomos.

Não foi à toa que eles escolheram o diamante para o experimento. O material é o mais duro do mundo e por isso vibra em frequências tão altas que ultrapassam o valor das temperaturas que normalmente desfazem o emaranhamento em nuvens de átomos.

“Demonstramos a relevância do contraintuitivo, mas verdadeiro, mundo quântico para o nosso cotidiano, com objetos sólidos e ordinários”, afirma Walmsley. “Embora há muito tempo já se pensasse que átomos e outras partículas podiam se comportar estranhamente, emaranhando-se, essa era uma ideia suficientemente abstrata para que a mecânica quântica fosse ignorada em nosso ambiente diário.”

Informação quântica

O emaranhamento em objetos macroscópicos pode ter importantes implicações para a tecnologia, especialmente para a computação. Se controlado, o fenômeno poderia ser usado para tornar o processamento de informações mais rápido e eficiente. Em vez de usar bits normais, representados por 0 e 1, o computador quântico teria qubits, que além de 0 e 1 poderiam ser a sobreposição dos dois valores.

Os autores da pesquisa apostam no uso de diamantes para criar emaranhamento em chips e memórias de computador

“Qualquer sistema de informação é baseado em correlações, dependemos delas para gerar lógicas condicionais”, explica Paulo Nussenzveig. “As correlações de natureza quântica são muito mais fortes que as correlações clássicas, por isso existe a possibilidade de se ganhar eficiência no armazenamento e processamento de informação usando o emaranhamento.”

Os autores da pesquisa apostam no uso de diamantes para criar o emaranhamento em chips e memórias de computador. No entanto, Nussenzveig ressalta que a criação de computadores quânticos depende de emaranhamentos mais complexos que se mantenham por muito mais tempo do que o atingido no experimento. E isso ainda pode demorar décadas.


Sofia Moutinho
Ciência Hoje On-line


sábado, 10 de outubro de 2009

Espaço Ciência


Qual é o seu pensamento, e em seu coração, como ele é?

Imagine como o sistema imunológico tem que se defender ante o ataque constante a que se vê acometido.

Se lhe parece que as bactérias assassinas, as enfermidades gerais e as gripes malignas são perniciosas, você se surpreenderá quando souber que as pesquisas médicas e científicas concluíram que o inimigo mais temido pelo organismo

Não são os micróbios… mas, os pensamentos e as palavras de cada dia.

Quer mais?

Há um nutriente de efeitos terapêuticos mais eficazes que as vitaminas, os minerais, as enzimas, os remédios naturais e as ervas medicinais: O AMOR.

O cérebro trabalha constantemente, todos os dias do ano e a toda hora, não fecha nos feriados nem tira férias.

A princípio, é o computador que dirige o organismo, e regula praticamente cada una das funções do metabolismo e seu equilíbrio químico.

Desde o sistema nervoso até a atividade sexual passando por mil atividades que você não tem nem idéia, o cérebro é quem manda, e está constantemente criando, automatizando, regulando, equilibrando e mantendo todo o organismo a cada momento do dia.

A ciência já descobriu que quando se tem um pensamento o cérebro produz substancias que abrem o que se poderia chamar de janela para a atuação dos sentimentos.

Quando o pensamento é concluído, a janela se fecha.

Por exemplo, quando vê a pessoa amada, essa sensação incrível que percorre o corpo não é outra coisa que uma substância química.

Quando se excita sexualmente o seu corpo é levado a liberar outra substância química, e quando um alguém tenta lhe assaltar, e vem a vontade de reagir de ter consigo uma arma para desintegrar esse safado, esta ira que sente, esse ácido corrosivo que aparece no sistema circulatório, no estômago, essa sensação, é outra substância enviada pelo cérebro.

Essas substâncias segregadas pelo cérebro se chamam neuropeptídeos.

A biologia levou anos pesquisando este campo e ainda continua.

O que sabemos até agora é que quando se tem um pensamento, o cérebro produz substâncias que afetam a pessoa, e o que ela sente é produzido pela assimilação desses neuropeptídeos.

E é aqui que a coisa se torna inquietante:

A ciência médica fez uma descoberta transcendental na última década que passou praticamente inadvertido.

Já era sabido que as células do sistema imunológico, como todas as demais, têm compartimentos de descarga em sua membrana para assimilar diversas substâncias.

O que se descobriu foi que na membrana de cada um dos linfócitos que defendem o corpo de bactérias, vírus, fungos, parasitas, câncer e de todas as enfermidades, existe um ponto concreto de carga que recebe os NEUROPEPTÍDEOS.

O que importa ao sistema imunológico é aquilo que pensamos, por isso a importância dos pensamentos!

O cérebro só cria a doença que conhece e nosso temor em ter uma doença é o precursor da criação dela.

Somos responsáveis pelos nossos sentimentos mais interiores.

As palavras nos afetam mais do que armas.

Uma ofensa pode nos matar, porque tudo isso deprime nosso sistema imunológico

Isso não é tudo.

Já temos visto que o sistema imunológico fica algum tempo escutando nossos monólogos internos, raivas, mágoas, as ofensas que escutamos o amor que nos negamos, enquanto nenhuma célula ou órgão do organismo monitore e responda com uma ação concreta a estas pragas danosas as quais vão se acumulando no órgão que estiver mais fraco.

O sistema imunológico não só escuta, mas reage de acordo com o pensamento a este diálogo emocional.

As células que defendem nosso organismo têm pontos receptores de neuropeptídeos, as substâncias que produzimos no cérebro com cada pensamento.

E a resposta do nosso organismo aos germes patógenos ou ofensas, varia dependendo de que se fortaleça ou debilite o amor por nos mesmos que dará força ao nosso sistema imunológico para nos defender e nos manter saudáveis

A resposta do sistema imunológico está condicionada ao pensamento!

Tudo o que fazemos ou deixamos que nos façam, tem conseqüências físicas.

Portanto, ame a si mesmo e viva positivamente.


Transcrito do livro Common Sense Health and Healing, pelo Dr. Richard Schulze.

[Tradução e Adaptação de J. Reigada]




sábado, 7 de abril de 2007

Espaço Ciência...




"A Astronomia é útil porque nos eleva acima de nós mesmos; é útil porque é grande, é útil porque é bela; isso é o que se precisa dizer. É ela que nos mostra o quanto o homem é pequeno no corpo e o quanto é grande no espírito, já que nesta imensidão resplandecente, onde seu corpo não passa de um ponto obscuro, sua inteligência pode abarcar inteira, e dela fluir a silenciosa harmonia. Atingimos assim, a consciência de nossa força, e isso é uma coisa pela qual jamais pagaríamos caro demais, porque essa consciência nos torna mais fortes".

Henri Poincaré, O Valor da Ciência

Já visitou este site? É muito interessante! http://www.astroimagem.com/index.htm

Imagem: Astrógrafo Hiperbólico D=254mm f=880mm f/D=3.46,
por Rogério Marcon, 2005.